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Sabatina

Zema diz que ministros transformaram o STF em “balcão de negócios”

Zema
A declaração ocorreu após o ex-governador de Minas Gerais mencionar a existência de “pelo menos 3 frutas podres” no Supremo (Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil)

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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (25) que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) usam o cargo para tratar de interesses pessoais e classificou a Corte como um “balcão de negócios”.

A declaração ocorreu após o ex-governador de Minas Gerais mencionar a existência de “pelo menos 3 frutas podres” no Supremo.

“Temos que lembrar que tem joio e trigo no Supremo. Tem gente lá em quem acho que a maioria dos brasileiros confia e tem gente que tem usado o Supremo para fazer negócios. Aquilo ali se transformou para alguns ministros em um balcão de negócios”, afirmou Zema durante a sabatina promovida pelos veículos O GloboValor Econômico e CBN.

Sem citar diretamente os nomes dos ministros, Zema fez referências a episódios envolvendo Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Entre os exemplos mencionados pelo candidato estão o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes; controvérsias envolvendo investimentos no Tayayá Aqua Resort, empreendimento ligado a Toffoli e familiares; e o Fórum Jurídico de Lisboa, associado a Gilmar Mendes.

Zema também mencionou um evento promovido pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que reuniu autoridades, incluindo ministros do STF, e criticou o que classificou como benefícios e relações inadequadas entre integrantes da Corte e empresários.

“Em qualquer país civilizado, essas pessoas já teriam sido expelidas e estariam em uma condição insustentável”, disse. Segundo o candidato, a “permissividade” e a “impunibilidade” permitem que essas situações continuem.

Zema defende limites ao poder do STF

As críticas ao STF fazem parte de uma das principais frentes do discurso de campanha de Zema.

O candidato tem defendido mudanças na forma de escolha dos ministros e medidas para restringir o poder individual dos integrantes da Corte.

Em abril, seu programa de governo propôs, entre outras medidas, limitar decisões monocráticas e estabelecer regras para processos de impeachment de ministros.

Reforma administrativa e apostas

Na mesma sabatina, Zema defendeu uma reforma administrativa para reduzir o tamanho da máquina pública e cortar despesas.

O candidato também voltou a se posicionar contra as apostas esportivas e os cassinos on-line.

Zema recua de promessa de privatizar todas as estatais

Zema também afirmou que pretende privatizar empresas estatais federais caso seja eleito, mas disse que pretende preservar a Caixa Econômica Federal e a Embrapa.

A mudança reduz a abrangência da proposta apresentada anteriormente pelo candidato, que defendia a privatização de todas as estatais.

Segundo Zema, a Caixa deve continuar sob controle estatal por exercer funções consideradas estratégicas, enquanto a Embrapa permaneceria pública por seu papel na pesquisa e no desenvolvimento do setor agropecuário.

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