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Candidato do Novo

Zema promete anistia aos condenados pelo 8/1, critica STF e defende voto impresso

Romeu Zema
Zema também afirmou confiar nas urnas eletrônicas, mas defendeu o aperfeiçoamento do sistema com a adoção do voto impresso. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (24) que, se eleito, pretende conceder anistia a quem recebeu condenação pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ele classificou como “nitidamente político” o julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu darei anistia ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial”, afirmou Zema durante entrevista concedida à Globo.

Zema também afirmou confiar nas urnas eletrônicas, mas defendeu o aperfeiçoamento do sistema com a adoção do voto impresso.

“Eu sou totalmente democrata, fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica — que poderia ser melhorada se tivesse impresso, mas confio”, disse.

Salário mínimo

Ao falar sobre ajuste fiscal, Zema afirmou que, se eleito, garantirá a correção do salário mínimo pela inflação.

“Garanto que ninguém vai ter perda”, afirmou. “Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação.”

O candidato também disse que pretende manter o ganho real previsto pela regra atual caso a economia esteja “indo bem”.

Zema colocou a redução dos juros entre as prioridades de um eventual governo.

Segundo ele, com um governo com “credibilidade”, combate à corrupção e às fraudes, a taxa poderia cair para 6%.

Na avaliação apresentada pelo candidato, a redução representaria uma economia de R$ 800 bilhões por ano.

Dívida pública

Questionado sobre a dívida de Minas Gerais durante seus quase oito anos à frente do estado, Zema atribuiu o resultado ao déficit que, segundo ele, governos anteriores deixaram.

O candidato afirmou que assumiu o governo em 2019 com déficit de R$ 11 bilhões e deixou o cargo com superávit de R$ 5 bilhões.

Também disse ter pago R$ 23 bilhões em aposentadorias e R$ 13 bilhões ao governo federal.

Zema afirmou ainda que não contratou empréstimos ou financiamentos durante sua gestão.

Privatizações

Zema afirmou que, se eleito, pretende privatizar estatais federais. Questionado sobre a promessa diante da permanência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) sob controle do governo de Minas Gerais, ele disse ter vendido 118 empresas e participações do estado durante sua gestão.

Entre os ativos citados pelo candidato estão participações na Light e na Companhia Brasileira de Lítio, além da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O candidato também afirmou que Cemig e Copasa tiveram valorização de cerca de 300% durante seu governo, resultado que atribuiu à gestão profissional e ao combate à corrupção. “Eu vou fazer o mesmo no Brasil”, disse.

Previdência

Zema afirmou que não pretende, inicialmente, elevar a idade mínima para aposentadoria.

Segundo ele, eventuais mudanças dependerão do aumento da expectativa de vida, da formalização do mercado de trabalho e dos resultados do ajuste fiscal.

O candidato disse que pretende reduzir despesas, combater fraudes e corrupção e aumentar a eficiência da administração pública antes de discutir novas mudanças na Previdência.

“A aposentadoria vai depender muito disso. Agora, o brasileiro já trabalha muito. Eu não quero o brasileiro trabalhando mais. Eu quero a renda do brasileiro aumentando”, afirmou.

Vacinação

Questionado sobre sua posição contrária à vacinação obrigatória de crianças, o candidato defendeu campanhas de conscientização para ampliar a vacinação, mas se posicionou contra a obrigatoriedade.

“Eu não posso permitir que uma família, uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina”, afirmou.

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