O governo pretende criar um órgão para o setor de combustíveis para garantir que as alterações nos preços sejam, de fato, repassadas ao consumidor final, anunciou nesta segunda-feira (30) o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento do setor em Minas Gerais. "Precisamos ter a segurança de que, toda vez que a Petrobras ou qualquer fornecedora ou importadora abaixe o preço na refinaria, essa redução chegue ao consumidor final nos postos de combustíveis", afirmou Silveira.
Segundo o ministro, o Operador Nacional do Sistema de Distribuição de Combustíveis funcionará nos mesmos moldes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que, segundo ele, é referência mundial no setor.
A ideia é combater a adulteração, a sonegação fiscal e assegurar o abastecimento, com controle completo do sistema distribuição de combustíveis, atuando em complemento à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "Ele vai ser fiscalizador e ter uma visão global do sistema", acrescentou.
O modelo a ser adotado para o órgão é de entidade de direito privado com a participação do governo e gestão compartilhada, como uma autarquia. A proposta será base para um projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso nacional.
Ministro elogia Petrobrás por "abrasileirar" preços dos combustíveis
Durante o encontro, que contou com a presença do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, Silveira agradeceu a Petrobras por “abrasileirar” os preços dos combustíveis “achatando o custo Brasil, melhorando a competitividade e beneficiando o consumidor”.
Os preços desses insumos, destacou Silveira, estão aproximadamente 30% menores do que os praticados no governo anterior, e "sem a volatilidade que a política de preços anterior" impunha. "Acabamos com a volatilidade. O motorista de frete saía de uma fábrica e quando chegava no ponto final não sabia se teve rentabilidade no frete, porque a volatilidade era quase que diária.”
O ministro destacou a necessidade de políticas consistentes e maior segurança jurídica para o Estado Brasileiro e para as empresas que investem no Brasil. "Precisamos avançar em questões fundamentais para a geração de um ambiente favorável ao desenvolvimento e à perpetuação dos fornecedores de bens e de serviços locais. E já começamos a avançar em pautas relacionadas a financiamento, tributação, geração e transferência tecnológica, competição em igualdade de condições com os concorrentes internacionais, entre outros pontos”, reforçou.
O aumento do percentual de biodiesel no diesel de 10% para 12%, em 2023, e para 15%, em 2026 foi destacado pelo ministro. Segundo ele, o MME também estuda o aumento no percentual de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%. A mudança integra a uma proposta do projeto de Lei Combustível do Futuro, recentemente encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional.
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho
Trump analisa novas ações militares contra o Irã enquanto protestos se intensificam
Cientistas brasileiros avançam em diagnóstico de Alzheimer a partir de exames de sangue