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Tecnologia sustentável

Ministro cita “sonho” de Dilma sobre “estocar vento” ao anunciar leilão de megabaterias

Megabaterias terão capacidade de estocar energia eólica. (Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo)

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O ministro das Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, lembrou um uma fala da ex-presidente Dilma Rousseff ao anunciar que o governo lançará, nesta quarta-feira (3), as regras do primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para dezembro.

"Chegou o momento que a presidenta Dilma tanto sonhou. Ela estava certa!", escreveu Silveira em uma publicação no X ao anunciar a portaria.

O ministro se referia a um discurso de Dilma que viralizou ao lamentar a falta de tecnologia para "estocar vento". Em 2015, em um evento nas Nações Unidas (ONU), a fala se tornou motivo de piada nas redes sociais e um exemplo da excentricidade da então presidente da República, que no ano seguinte sofreria impeachment.

“É um momento histórico, que vai permitir armazenar a energia gerada pelo vento e pelo sol, exatamente como ela, de forma visionária, previu anos atrás”, continuou Silveira no X.

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A proposta do Ministério de Minas e Energia (MME) é contratar inicialmente 2 GW de potência em sistemas de armazenamento de energia por baterias, os chamados Battery Energy Storage Systems, capazes de entrar em operação ao serem acionados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Em termos de escala, o volume seria suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 6 milhões de habitantes.

O modelo em discussão prevê projetos com potência mínima de 30 MW e capacidade de fornecer energia por até quatro horas seguidas. A remuneração tende a ser por disponibilidade, com as empresas instalando os sistemas, mantendo as baterias prontas para operação e recebendo uma receita fixa por garantir a oferta de potência ao sistema.

Empresas interessadas

Grandes empresas do setor elétrico demonstraram interesse em participar do novo mercado no país. A Engie Brasil, por exemplo, informou que monitora o certame.

“Estamos com uma carteira de projetos onde podemos desenvolver as baterias. Existe muita indefinição, mas temos apetite”, disse o diretor de Renováveis e Armazenamento da empresa, Guilherme Ferrari, durante teleconferência dos resultados do primeiro trimestre de 2026.

“Há questões regulatórias que esperamos que sejam resolvidas ainda nos próximos meses para que consigamos ter ainda neste ano esse leilão”, acrescentou.

A Axia (ex-Eletrobras) também espera a publicação das diretrizes, mas adiantou que tem projetos que chegam a 4 GW.

“Precisamos enxergar as regras, entender quanto desses ‌4 GW a gente consegue ⁠efetivamente ofertar. Mas o grupo vem progressivamente crescendo seu pipeline para poder viabilizar isso da forma certa, com disciplina, geração de valor”, afirmou o vice-presidente de Estratégia ‌e Desenvolvimento de Negócios da Axia, Elio Wolff, em conferência de resultados.

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