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Um estádio de futebol normalmente não é o local escolhido para o encontro de amigos que comemoram 20 anos de uma conquista. Mas se eles forem André, Vavá, Dida, Marildo, Toby e Édson, o lugar é perfeito. Ainda mais se for o Couto Pereira. Lá, eles passaram juntos vários momentos na caminhada que levou o Coritiba ao título nacional de 1985, maior feito da história do clube, que completa duas décadas na madrugada de hoje para amanhã. Os seis ex-jogadores, que moram em Curitiba e região metropolitana, visitaram o Alto da Glória durante a semana, a convite da Gazeta do Povo, e falaram sobre a data especial.

Logo na chegada deu para perceber um dos motivos que levou o Coxa do técnico Ênio Andrade (morto em 1997) ao topo. As brincadeiras começaram no estacionamento e só pararam quando o último foi embora. "Vocês estão velhos hein, pessoal", gritou do carro o ex-ponta-esquerda Édson, ao avistar os ex-companheiros. "Será que o Toby já aprendeu a dirigir?", emendou o ex-volante Marildo.

A união do elenco – para muitos o fator preponderante na conquista – não se perdeu com o tempo. "A descontração e nosso modo de conversar são os mesmos de 85", lembrou o ex-lateral Dida. "Parece que 20 anos é muito. Mas, pelo menos para mim, aquelas imagens continuam bem vivas."

Muita coisa no futebol mudou no período. Talvez a principal tenha sido a remuneração. Da década de 80, os salários já eram bem melhores do que pouco tempo antes, mas incomparáveis aos recebidos atualmente por qualquer jogador mediano. Se fossem campeões brasileiros hoje, os heróis alviverdes teriam faturado muito mais.

Porém os seis acham que a falta de identidade dos jogadores com os times não permite ligações tão íntimas como a deles com o Coxa. "Temos um reconhecimento maior. Acho que o vencedor desse Brasileiro dificilmente será lembrado daqui a 20 anos", disse o ex-meia Toby.

Eles são freqüentemente reconhecidos e cumprimentados por torcedores. "Quando vou conversar com alguém, a primeira coisa que lembram é do título de 85", contou o zagueiro Vavá. "Principalmente o pessoal da nossa faixa etária", acrescentou Dida, que está com 39 anos. André e Marildo têm 42, Toby e Vavá, 43, e Edson, 45 anos. Não é para menos. São os responsáveis pelo maior orgulho coxa-branca: a estrela amarela de campeão brasileiro. "Não tem como esquecer um grupo que mudou para sempre a camisa do Coritiba, bordando aquela estrelinha no peito", afirmou o ex-lateral-direito André.

Hoje eles vão se juntar a outros campeões (como Rafael, Gomes, Heraldo, Almir, Marco Aurélio, Lela e Índio) para voltar no tempo e disputar uma partida amistosa contra um time de masters do clube, na preliminar de Coritiba e Brasiliense. A camisa utilizada será a réplica da "jogadeira" vestida no inesquecível duelo com o Bangu, no Maracanã, que começou na noite de 31 de julho e só foi acabar na madrugada do dia 1.º de agosto de 1985.

Para quem não viu, ou quer lembrar a façanha, o jogo será passado na íntegra na festa de hoje à noite, no Jockey Lounge Bar. A programação é para que o grito de campeão saia exatamente na mesma hora da data original, quando Gomes mandou o último pênalti do Coxa para a rede do goleiro banguense Gilmar.

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