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Vôlei de praia

A 518 km do mar, Maringá tem as melhores duplas do estado

Arthur/ Raphael e Dirce/ Andressa testam favoritismo no circuito paranaense, em Curitiba. Parcerias convivem com falta de patrocínio e atividades paralelas

  • Adriana Brum
 
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Maringá não tem praia. Mas os 518 quilômetros que separam a Cidade Canção do litoral não são empecilho para que o município tenha, hoje, as principais duplas de vôlei de praia do Paraná. No masculino, Arthur e Raphael são os bicampeões estaduais e terminaram 2008 como 13ª melhor dupla do país. Entre as mulheres, Dirce e Andressa acumulam para Maringá cinco títulos estaduais e sete nos Jogos Abertos do Paraná. Neste final de semana, os quatro estarão em Curitiba para a disputa da 2ª etapa do Circuito Paranaense.

Líderes do ranking paranaense em 2009 (após vencerem a etapa de estreia, em Maringá, entre 6 e 9/2), os quatro chegam à capital pensando não só no título, mas em garantir vaga para o torneio principal da 3ª etapa do Circuito Banco do Brasil – principal competição nacional da modalidade –, a ser realizada entre os dias 18 e 22 de março, também em Curitiba. As melhores duplas masculina e feminina do estado nas duas etapas regionais garantem vaga.

"Este ano, queremos terminar entre as seis melhores duplas do país", planeja Raphael.

Para tanto, trocou Curitiba por Maringá, cidade natal do parceiro Arthur. Os dois treinam no Centro de Excelência da modalidade, criado no início do ano em uma parceria entre a prefeitura da cidade, governo estadual e a Associação Maringaense de Vôlei de Praia.

No ano passado, a dupla treinava em João Pessoa (PB), com Ricardo e Emanuel (medalhistas de ouro em Atenas, 2004). Arthur conta que, além de aprimorar a técnica, o fator econômico influenciou a ida de ambos para a Paraíba.

"Pretendíamos economizar em passagens aéreas, já que boa parte das etapas do circuito são no Nordeste."

Sem patrocínio, os dois têm usado os prêmios recebidos para pagar as despesas com viagens e treinamentos. "Quando não há premiação em dinheiro, complica", fala Arthur. Na competição deste final de semana, o primeiro colocado ganhará três bolas de vôlei.

A falta de apoio financeiro faz com que a dupla tema pelo cronograma traçado. "Queremos disputar torneios na Europa. Mas, sem dinheiro...", preocupa-se Raphael.

Postergar planos tem sido também o desafio de Andressa, que precisou aliviar nos treinos para formar-se em Medicina, neste ano. "Quero seguir a carreira como médica, mas não consigo deixar o voleibol", diz.

Nesse dilema, tem a compreensão da experiente parceira, Dirce, campeã mundial juvenil no vôlei de quadra, onde atuou por 20 anos. "Não dá para viver só de vôlei de praia. Eu, por exemplo, treino, tenho uma empresa de assessoria em segurança do trabalho e ainda cuido da minha filha, de 13 anos", fala.

A jogadora é a referência no vôlei de praia para os 24 jovens que frequentam o Centro de Excelência em Maringá. "Me chamam de tia", diverte-se, hoje com 37 anos.

E, enquanto espera Andressa pegar o diploma, não descarta formar dupla com outra atleta ainda este ano. "Mas a Andressa ainda é a melhor parceira. Dentro e fora da quadra", elogia.

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