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Paranaense

A folia da bola entra em campo com o clássico da Baixada

O líder Atlético e o ameaçada Paraná fazem o clássico do domingo de Carnaval buscando paz fora e dentro das quatro linhas

Jogadores do Atlético ouvem atentamente as instruções de Geninho | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Jogadores do Atlético ouvem atentamente as instruções de Geninho (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)
Paulo Comelli guarda na sua prancheta as informações táticas do Paraná, cuja escalação é mantida em sigilo |

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Paulo Comelli guarda na sua prancheta as informações táticas do Paraná, cuja escalação é mantida em sigilo

Conheça as apostas dos técnicos para o jogo de domingo |

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Conheça as apostas dos técnicos para o jogo de domingo

Ao entrarem na avenida da bola, às 16 horas, na Arena, neste domingo de Carnaval, Atlético e Paraná têm intenções bem diferentes. Os donos da casa querem um lugar na Comissão de Frente do Estadual, na briga pela liderança da competição. Já os visitantes, mais lá para trás, farão de tudo para conquistar um espaço no Bloco dos Oito, os classificados para a segunda fase.

Apesar da diferença de objetivos, o desejo dos rivais é chegar ao final do dia podendo se esbaldar na folia. O Furacão, após esquentar os tamborins, foi para o recuo da bateria com os empates diante de Toledo e Nacional – sem contar a crise política fora de campo.

Já o Tricolor ainda não encontrou a harmonia no Estadual. Quer usar a inspiração adquirida na Copa do Brasil, com a vitória sobre o Mixto-MT (2 a 1), em Cuiabá, para encontrar de vez o tom em 2009.

Do lado rubro-negro, uma vitória hoje não só garantiria o time na liderança por mais uma rodada, como faria o foco na Arena voltar para o futebol após dias em que o noticiário ficou nos bastidores.

Primeiro, a insatisfação da cúpula da Baixada, que vê desvantagem para quem terminar em primeiro na tabela definida pela Federação Paranaense para a segunda fase da competição. O Atlético foi protestar junto ao STJD e espera uma resposta até o dia 5 de março para saber se o artigo 9º do regulamento (mando de todos os jogos na próxima etapa para o campeão do primeiro turno) será cumprido.

Para completar, o rompimento entre o presidente Marcos Malucelli e o ex-homem-forte do clube, Mário Celso Petraglia, gerou acusações e até uma tentativa do ex-dirigente de dissolver o atual conselho de administração.

"Mas dentro de campo não há nenhuma crise, e isso não influi em nada na nossa equipe. Tem gente querendo procurar crise, mas é como procurar chifre em cabeça de cavalo", argumenta o técnico Geninho.

No Tricolor, não se pode falar a mesma coisa. Os problemas estão justamente dentro das quatro linhas, enquanto fora delas, está tudo em paz.

O técnico Paulo Comelli considera péssima a campanha da equipe no Paranaense. E não são somente os números que estão ruins. Há também a preocupação de que, já tendo disputado seis partidas, o Tricolor não conseguiu encontrar uma formação ideal. Motivos que transformaram o Paraná em um time cauteloso.

"Estamos tendo dificuldades. Não temos de pensar em ponto extra, mas sim na classificação. Se entrarmos entre os oito, vamos ter uma equipe diferente para a outra etapa. Mais compacta, com mais reforços", diz o treinador.

Já o meia Lenílson, principal atração paranista, pensa nas consequências mais imediatas de um sucesso na Arena. "É um jogo decisivo, divisor de águas nosso. É ganhar para encostar neles na tabela com uma partida a menos. Além disso, uma vitória traz o torcedor para o nosso lado. Estamos bem conscientes disso", diz Lenílson.

Na TV

Atlético x Paraná, às 16 horas, no Premiere.

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