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A redução no orçamento do Coritiba com o rebaixamento deve ter impacto direto no time. Independentemente de quem vença a eleição de hoje à noite, a aposta deve ser nas categorias de base e em jogadores pouco conhecidos. O estilo "bom e barato" é a receita que o clube vai seguir.

"Para conseguir subir, o time tem que ter o estilo Zambiasi (zagueiro pouco habilidoso, mas raçudo, que marcou época no Coxa que ascendeu à elite em 1995). Os jogadores precisam ter um sentimento de garra e compromisso com a torcida", avaliou o Capitão Hidalgo, ex-jogador do clube, radialista e anunciado ontem por Gionédis como integrante do departamento de futebol do clube, em caso de reeleição. "Vamos montar o melhor time possível", diz Fontoura.

Longe dos grandes clássicos da Séria A, o Alviverde não deve manter vários medalhões no elenco. Mesmo tendo contrato até o fim de 2006, Renaldo não deve ficar. Entregue ao departamento médico até junho, Marquinhos também não interessa. Outros que devem ir embora são Capixaba, Jackson, Flávio e Reginaldo Nascimento.

Dos jogadores trazidos como grandes reforços em 2005, somente Caio deu resposta positiva. Porém seu contrato termina agora e a continuidade vai depender da política financeira para 2006.

Uma possibilidade para baratear os custos na montagem de uma equipe são as parcerias com empresários – nos moldes que o Paraná fez na temporada que está acabando. A L.A. Sports, ex-parceira tricolor, já teria sido procurada, assim como a paulista Guadagno Sports.

"Estamos abertos a negociar com qualquer clube. Mas por enquanto não temos nada definido com ninguém", disse o presidente da L. A., Luiz Alberto Filho.

Por enquanto, de certo mesmo, é aposta nas categorias de base. Após revelar e vender com grande sucesso nomes como Lima, Marcel, Adriano, Rafinha e Miranda, o Coritiba tenta ter o mesmo retorno com James, Ricardinho, Douglas Peruíbe e Vágner.

O problema é que todos esses são jogadores defensivos. Do meio para a frente o clube não tem praticamente ninguém para acreditar. Um retrato fiel do termo "pangaré" criado pelo presidente Giovani Gionédis para seus atacantes.

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