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Violência

Adolescente não era alvo, diz delegado

Jovem de apenas 16 anos morreu com um tiro na cabeça vindo de um carro durante confraternização de torcida organizada do Paraná

O dia seguinte à morte do torcedor do Paraná de apenas 16 anos, que foi atingido por um tiro na cabeça na tarde de domingo, ficou marcado por um apelo de justiça por parte de familiares e de representantes da torcida organizada Fúria Independente. O rapaz foi enterrado na tarde de ontem e a Delegacia de Homicídios segue na busca do atirador, mas ainda não tem pistas do responsável.

"Foi uma covardia. Só pedimos que a justiça seja cumprida e que a polícia consiga fazer o papel dela de encontrar quem fez isso", disse o vice-presidente da facção paranista, João Quitéria.

De acordo com testemunhas, 15 tiros foram disparados a uma distância de cerca de 100 metros da sede da Fúria, próxima à Vila Capanema – alguns projéteis passaram de raspão em outras pessoas. Por isso, o delegado responsável pelo caso, Rubens Recalcatti, diz acreditar que o jovem não era o alvo do atirador. "Não havia um alvo objetivo", afirmou.

A polícia está investigando o envolvimento de membros da organizada atleticana Os Fanáticos, já que testemunhas afirmaram que quem estava no carro de onde partiram os tiros vestiam camisas do Atlético e também porque membros da parceira do Tricolor e rival da facção rubro-negra, a Torcida Jovem do Sport, estavam no local. "Em princípio tem relação com torcida e já ouvimos várias pessoas hoje [ontem], incluindo representantes da torcida do Atlético", seguiu Recalcatti.

De acordo com o vice-presidente da Fúria, a torcida recebeu ameaças durante a semana. "Disseram que domingo teríamos uma surpresa", recordou Quitéria, que pediu reforço policial no dia do jogo e escolta para levar membros da Torcida Jovem do Sport ao jogo contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira. "A polícia fez o papel dela, estava lá no horário combinado, fechou a rua, mas foi esse bandido que fez o que não devia", lamentou.

O vice-presidente da Os Fanáticos, Juliano Rodrigues, negou envolvimento de integrantes da torcida na morte do torcedor e disse que a facção está colaborando com as investigações. "Me coloquei à disposição do delegado e estamos procurando colaborar para resolver esse crime."

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