Maringá - "É adrenalina que se transforma em paixão." Dessa forma que Cléber Marcos Nogueira, de 28 anos, expressa seu amor pelo time de futsal de Umuarama, no Noroeste do estado. Clebão, como é conhecido, é fundador da Torcida Jovem que empurra a equipe durante os jogos. Ele não é nenhum dirigente de futebol, mas Clebão sabe qual é a receita para montar um time de futsal competitivo: "Boa estrutura oferecida à equipe e, claro, a paixão dos torcedores pelo esporte."
Em dia de jogo, 6 mil pessoas lotam o ginásio do município para ver a equipe do Umuarama em quadra. "A final do Paranaense com o Maringá, ano passado, foi especial. Foi a primeira decisão disputada e vencida, em casa, pelo Umuarama. Para os torcedores foi sensacional", diz. "Eu me sinto um privilegiado de fazer parte do grupo que conquistou o bicampeonato paranaense", conta, orgulhoso, Júlio, capitão do time.
Nesse ambiente de conquistas, o supervisor do clube, Salésio José Conti, o Tedão, revela que o sucesso do futsal no interior se deve ao bom planejamento, apoio do poder público e dos patrocinadores. "Quando todo este conjunto está bem feito e entrosado o resultado vem", garante Tedão.
A situação da equipe de futsal de Maringá não é tão cômoda como a de Umuarama. Mesmo com o vice-campeonato no Paranaense do ano passado, o time sofre com a falta de apoio e patrocínios. "Estamos correndo atrás e acredito que vamos conseguir o que precisamos. Pretendo manter a boa qualidade do time neste ano também", diz o técnico Adolpho Cardoso Amorim.
Mesmo com as dificuldades de patrocínio, o preparador físico da equipe maringaense, Eduardo Mattos, afirma que o futsal tem espaço na cidade em razão da facilidade de se praticar o esporte e da falta de campeonatos nos gramados.
"A quantidade de crianças que pratica o futsal é imensa. É fácil encontrar garotos jogando em escolas, clubes e quadras de cimento. Isso fortalece as categorias de base do futsal e o desenvolvimento do esporte", ressalta.



