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Negócios

Agentes vão de pai a secretário

Trabalho – diante da concorrência – exige ações como pagar contas, aluguel de casa e até divórcio

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O jornalista e ex-vereador Josias Lacour, 48 anos, foi o primeiro agente Fifa do Paraná. Aprovado em 2002, e credenciado como o número 41 (hoje são 124 no Brasil, segundo o site da Fifa, nove atuando no estado) – desde então deixou a carreira de quase 30 anos na imprensa esportiva e passou a dedicar-se integralmente a nova profissão. E com sucesso, tendo jogadores de sua carteira em várias países do mundo.

Como grande parte dos agentes, especialmente os credenciados pela Fifa, Lacour também realiza o serviço de agenciamento (ou assessoria) da carreira do jogador. Pelos 10% de praxe sobre os ganhos do atleta, presta dos mais comuns até os mais insólitos serviços ao jogador. Compra de carro, aluguel de casa, pagamento de contas, até divórcio ele já arrumou.

Tudo para ampliar sua gama de clientes e deixá-los plenamente satisfeitos, pensando só em jogar bola. "Não sou um contratista. Eu gerencio tudo. Investimentos do atleta, acompanhamento jurídico, psicológico, tudo. Quero oportunizar a ele agregar valores, e isso sendo bem feito, a (minha) maior propaganda quem faz é o próprio atleta", comenta Lacour, atualmente com uma carteira de 30 jogadores em nome da Gol de Placa Futebol & Negócios.

Para "convencer" os atletas, o conhecimento de tanto tempo próximo das quatro linhas e, fundamentalmente, muitos parceiros, em todas as pontas do negócio. Desde olheiros, até pessoas que possam receber os atletas no exterior, ajudar com a tradução, etc.

Integrante da Associação Brasileira de Agentes de Jogadores, Lacour é também membro da Comissão de Ética da entidade classista desde 2003, e condena uma distorção do trabalho do agente Fifa que vem se tornando muito comum.

A figura do "agente íntimo" do clube, pessoas ligadas informalmente (ou até formalmente) aos times que ficam com somente parte dos 10%, deixando o resto da grana "em casa". "Além de ser ilegal, pois a Fifa não permite isso, eticamente é um grande problema, pois agentes podem virar verdadeiros donos de times. O agente tem que saber o lado que ele está, ou do lado do jogador, ou do lado do clube.

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