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GP de Cingapura

Alonso ameaça supremacia da Red Bull

Piloto espanhol mostra que competência pode compensar a desvantagem tecnológica, vence mais uma e se aproxima do líder Mark Webber

O espanhol Fernando Alonso comemora em cima do pneu de sua Ferrari a importante vitória no Grande Prêmio de Cingapura | Saeed Khan/ AFP
O espanhol Fernando Alonso comemora em cima do pneu de sua Ferrari a importante vitória no Grande Prêmio de Cingapura (Foto: Saeed Khan/ AFP)
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O alemão Sebastian Vettel e o australiano Mark Webber, da Red Bull, tinham o carro mais rápido no GP de Cingapura. Mas quem venceu de ponta a ponta, ontem, a 15.ª etapa do campeonato, no circuito Marina Bay, foi o espanhol Fernando Alon­so, da Ferrari. Webber, terceiro co­­locado, que se cuide: a sua liderança do Mundial está seriamente ameaçada pelo ataque avassalador de Alonso, vencedor de três das cinco últimas corridas e segundo colocado em outra. Vettel recebeu a ban­­deirada em segundo, apenas 293 milésimos atrás de Alonso.

Gana de ser campeão pela tercei­­ra vez não é o que falta a Alonso, determinado como um touro na arena de Oviedo, sua cidade natal na Espanha. "Já aconteceu de em setembro eu me sentir cansado, temporada longa, estressante. Nes­­te ano é diferente, sinto como se estivesse começando agora, já não vejo a hora de chegar o GP do Japão [próximo dia 10]".

Com a vitória no GP de Cinga­­pura, 25.ª na carreira, Alonso se coloca quase em condições de igualdade com Webber para lutar pelo título nas quatro provas que restam (Japão, Coreia do Sul, Brasil e Emirados Árabes). O australiano da Red Bull soma 202 pontos diante de 191 do piloto da Ferrari.

Vettel explicou o que se pode de­­finir como derrota: "Na realidade, parte importante do resultado de hoje [ontem] foi construído ontem [sábado], na classificação. Não tirei tudo do meu carro e largar atrás po­­de nos ter custado a vitória". Ao contrário do alemão da Red Bull, Alonso foi ao extremo com sua Fer­­ra­ri F10, não errou e conquistou a pole position. Se neste domingo Vettel o tivesse ultrapassado na largada, seria difícil acompanhar o alemão. E mesmo pressionado as 61 voltas da corrida no difícil e de­­sa­­fiador traçado de 5.073 metros Alonso não cometeu erros.

"Tentei me manter o mais próximo possível dele, forçá-lo a tocar no muro, mas não aconteceu", confessou Vettel, que se disse surpreendido com o ritmo da Ferrari. "Um pou­­co melhor do que eu esperava". A fase de erros (muitos) de Alonso na temporada parece coisa do passado. Em Cingapura, o espanhol abordou a questão: "As pessoas não entendem, num campeonato co­­mo este, temos de estar no limite má­­ximo o tempo todo. Há pouco tempo já me davam também como fora da luta pelo título".

Webber definiu o seu fim de se­­mana como um dos mais difíceis do ano. "Não me senti confortável no carro em nenhum momento". Largou em quinto, apenas. "Por isso sair daqui com um pódio está além da conta". Sobre a sequência da temporada, procurou ser otimista: "Com exceção da Coreia, que por ser nova ninguém conhece, as demais são muito boas para nosso carro".

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