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Copa São Paulo

Alviverde usa os pênaltis para eliminar o Atlético

O Coritiba foi premiado pela maior disposição em campo: classificação suada | Lucas Lacaz Ruiz/ Futura Press
O Coritiba foi premiado pela maior disposição em campo: classificação suada (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/ Futura Press)

O Coritiba venceu o Atlético nos pê­­naltis, avançou para as quartas de final e espera o vencedor de São Paulo e Flamengo (se enfrentam hoje) para saber quem será seu próximo adversário na Copa São Paulo de Juniores. Após o empate por 1 a 1 no tempo normal, o Alviverde fez 4 a 1 nas cobranças da marca da cal.

Embora se diga que esse tipo de decisão é sorte, na segunda fase já havia sido desta maneira – com o mesmo placar de 4 a 1 nos tiros diretos – que o Coxa despachara o Atlético-MG. Contra o próprio Ru­­bro-Negro, na Copa BH, no meio do ano passado, venceu assim, em um duelo semelhante ao de on­­tem: com o Atlético saindo na frente e depois cedendo o empate.

"Foi uma partida dificil, tivemos mais oportunidades e não matamos o jogo. Então o Coxa veio com quatro jogadores na frente, começou a levantar a bola na área e o menino acertou um belo chute. Retomamos o domínio, mas no final não arriscamos, pois poderíamos decidir nos pênaltis", disse Sandro Forner que, com a equipe completa e então 100% de aproveitamento, poderia ter sido mais ou­­sado.

"Já entramos no jogo com três desfalques, perdemos outros dois jogadores importantes [Rafinha, logo no início do confronto, e Rafhael Lucas, machucado, na etapa final]. Mas foi um jogo bonito", afirmou Marquinhos Santos, o técnico do Coritiba, re­­compensado por ter arriscado mais.

Mesmo com a classificação do Coritiba, o primeiro Atletiba da história da Copa São Paulo teve dois tempos distintos e um certo equilíbrio. O Coxa até começou melhor, com uma bola na trave do lateral-direito Ivan, mas logo o Furacão dominou o meio e, assim, conseguiu as melhores oportunidades do primeiro tempo. O gol saiu com Rosseto, depois de o centroavante Dennis cabecear na trave. O meia, que tem uma semelhança física com Dagoberto, do­­minou e deslocou o goleiro Tadeu. Foi a segunda das suas quatro conclusões certas na etapa. O Coritiba só teve o chute na trave.

No intervalo, os discursos anteciparam o que viria. En­­quanto Ros­­seto dizia que o Atlético deveria trabalhar a bola, o centroavante do Alto da Glória, Rafhael Lucas, apostava no tudo ou nada.

Machucado, o camisa 9 não chegou a participar do gol de empate, mas esteve em campo nos 15 minutos iniciais, quando o Coritiba pediu um pênalti (não assinalado pela arbitragem) e colocou outra bola na trave. O goleador do Alviverde, com sete gols, viu do banco de reservas, um minuto após sair, Ju­­ninho acertar de primeira após cruzamento de Ivan.

O empate foi o resultado da aposta alviverde pelas laterais. O Rubro-Negro, nos contra-ata­­ques, não conseguiu evitar as pe­­nalidades. Assim, Guaraci, Ícaro, Vinícius e Bruno fizeram para o Coxa. No Furacão, Gui­­lherme Batata e André Bairo erraram. Renato marcou de ca­­vadinha, bonito, mas já não adiantava mais.

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