
Ocimar Bolicenho é o alvo preferido das cada dia mais intensas críticas dos torcedores atleticanos. Diante do terceiro lugar no primeiro turno do Paranaense e da necessidade de vencer o Rio Branco-AC amanhã, para se classificar para a próxima fase da Copa do Brasil, os recentes protestos têm visado principalmente ao gerente de futebol rubro-negro.
O profissional admite que o clima está pesado na Baixada e se mostra ciente de que foi escolhido como o responsável pela situação instável vivida pelo time. Nada, porém, que não possa superar. "A minha resposta é trabalhar mais para que os resultados venham o quanto antes. E, assim, efetivamente diminuir essa pressão", disse, por telefone, à Gazeta do Povo.
Os protestos começaram na semana passada pela internet e tiveram direito até a um "Fora, Bolicenho" pichado no muro da Arena da Baixada. Novas reclamações foram feitas antes e durante a vitória sobre o Rio Branco de Paranaguá, por 2 a 0. A organizada Os Fanáticos também se posicionou no seu site, pedindo a saída do gerente.
Em meio à queda de braço, o diretor de futebol do Furacão, Valmor Zimmermann, saiu em defesa do companheiro de trabalho. Além de destacar a atuação de Bolicenho no apoio à diretoria, criticou o fato de os opositores usarem a ligação do gerente de futebol com o rival Paraná como motivo para o levante contra ele o dirigente foi presidente do Tricolor. "Tem essa história de que o Ocimar é paranista. Querem criticar o clube e isso é um prato cheio. Mas ele é um profissional muito competente", garantiu.
Sobre as últimas contratações do Furacão um dos alegados pecados de Bolicenho, segundo os insatisfeitos com a atual gestão , Zimmermann novamente tirou publicamente o peso das costas do gerente de futebol. Segundo ele, os reforços foram escolhidos em conjunto com o treinador (Sérgio Soares), o próprio diretor de futebol e o presidente Marcos Malucelli. "Não adianta dizer que o Atlético contratou errado. Há limitações financeiras. Eu gostaria de ir buscar o Messi", disse.
Com o respaldo da cúpula, Bolicenho evita falar de motivos extracampo que possam ter ajudado a expandir os protestos. Isso não significa que não esteja ciente de que há interesses políticos envolvidos na manifestação de insatisfação dos rubro-negros. Só prefere não tocar no assunto. O ano é de eleição no clube.
Quem não se nega a expor os fatores adicionais desse "confronto" é o diretor de futebol. "Fico chateado porque o Atlético nunca foi de ter essa politicagem. Em outras épocas não houve isso. Estão querendo copiar o Corinthians, sei lá", reclamou.
Tentando reverter a situação do time em campo, Bolicenho revelou que busca três reforços. Um segundo volante, o mais cotato é Robston (Atlético-GO), e um zagueiro estão na mira. A terceira peça não é consenso na diretoria. Há uma discussão sobre qual a prioridade atual: um lateral-direito ou um atacante.
Procurado pela reportagem, o presidente Marcos Malucelli se negou a dar entrevista.



