Até então, o Atlético vinha fazendo "tudo certo" para cair para a Segunda Divisão. Troca de treinador (Vadão e Antônio Lopes), venda de atletas importantes (Dênis Marques e Guilherme), falta de apoio da torcida e até as "forças ocultas" fizeram a sua parte (contusão de Alex Mineiro e erro da arbitragem). Mas o Furacão já mostrou estar disposto a mudar de rumo, e quer fazer da partida de amanhã contra o Santos o marco dessa recuperação.
Se é ruim mudar o comando do time durante a disputa, pior é manter o que não vinha dando certo. Dessa forma, Ney Franco chegou com um turno pela frente. E, lembrando dos conselhos da vovó, ele e todos na Baixada preferem prevenir do que remediar. "Com esse time que está aí não vamos passar sufoco. O importante é não deixarmos para resolver tudo na reta final", diz o técnico.
O quase xará Nei também alerta para a importância da reação imediata. "Já passei por essa situação (ele foi rebaixado no ano passado com a Ponte Preta) e não é nada agradável. Acho que só eu e o Erandir que caiu com o Fortaleza sabemos como é ruim. Não podemos correr atrás mais tarde". Essa é a lição número um.
O próximo mandamento é aproveitar um trunfo que em 2007 não tem surtido efeito: a força da Baixada. No Brasileirão foram 10 jogos, apenas três vitórias, cinco empates e duas derrotas. Ponto também já atacado pela diretoria, com a diminuição no preço dos ingressos, que caíram pela metade. Com mais nove jogos em casa (27 pontos), o Furacão pode chegar a 50 e escapar da degola. "Temos que procurar 100% de aproveitamento na Arena", declara Ney Franco.
Por último, a lição número três e talvez a mais complicada: a contratação de um atacante para fazer os gols que Marcelo e Dinei não vêm dando conta. Não é falta vontade, mas pelas dificuldades do mercado. O Rubro-Negro já tentou a contratação de Róger e Luizão. O primeiro deixou a Ponte Preta para jogar na Al-Nasr (Emirados Árabes) e o segundo acertou com o São Caetano.
Geílson, ex-Santos, é o nome mais cotado no momento. O jogador já estaria acertado com o Furacão, dependendo apenas dos exames médicos. Cláudio Pitbull, atualmente no Porto-POR e Lima, que passou pelo Rubro-Negro em 2005, também estariam na pauta. "São nomes que estão sendo procurados, mas cada um tem a sua complicação. Mas teremos novidades", revela Alberto Maculan, diretor de futebol do Atlético.



