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Série B

Anderson exibe perícia no Coxa

Defensor de 34 anos garante que tem aproximadamente 150 gols na carreira profissional

A torcida do Coritiba ainda não está contente o suficiente para cravar com certeza que o time sobe à Primeira Divisão. Mesmo assim, há um jogador que conquistou fãs e é quase unanimidade na campanha realizada até o momento na Série B. O lateral-direito Anderson Lima, capitão da equipe, tem sido decisivo para manter o Coxa entre os primeiros da classificação.

O pé calibrado nas bolas paradas, principal arma do veterano, rendeu ao Alviverde quatro gols nos últimos dois jogos. Na goleada frente ao Barueri (4 a 1) foram dois de falta. Na terça-feira, diante da Ponte Preta, a virada no placar (2 a 1) saiu em dois cruzamentos do capitão que Henrique e Keirrison empurraram para as redes.

Para o camisa 5, aos 34 anos, a boa fase não é momentânea e nem fruto do acaso. O dom de cobrar faltas vem desde a categoria de base. Essa história começou graças a um técnico de fundamento no Juventus, de São Paulo (clube onde iniciou a carreira), no final da década de 80.

"Tinha um treinador chamado Tara que trabalhava individualmente com cada jogador. Ele percebeu que eu poderia evoluir na bola parada, pegou firme comigo e eu não parei mais", lembra.

Por todos os lugares que passou foi sempre assim: falta favorável era perigo de gol para o adversário. Os torcedores de Juventus, Guarani, Santos, São Paulo, Grêmio, São Caetano, Albirex (do Japão) e agora do Coxa já vibraram com sua precisão.

A quantidade de acertos (em 16 anos como profissional) fez Anderson Lima contabilizar quantas vezes já fez a torcida comemorar.

"Minha assessoria [de imprensa] está fazendo um levantamento em São Paulo. Só não temos os gols do Juventus. O resto tenho todos. Passa de 150 gols. Pelo que me disseram, sou o jogador de defesa [em atividade] que mais fez gols no país", disse ele, que ainda aguarda a contagem ser concluída.

No futebol atual, Lima vê dificuldade para alguém chegar aos números que ele alcançou. O problema está nas categorias de base.

"Hoje em dia é só força. Vejo meninos de 10, 12 anos fazendo borrachinha e caixa de areia [exercícios de musculação]. Ainda bem que na minha época era só bola", ponderou.

Se o bom momento vai continuar até o fim da temporada, Anderson Lima não pode garantir. Porém, o que ele assegura é que há muito mais chance da boa fase prosseguir pela maneira em que atua no momento – pouco apóia o ataque com bola rolando e é mais zagueiro do que lateral.

"Infelizmente, o treinador que já foi embora [Guilherme Macuglia] não atendeu meu pedido para eu jogar como estou fazendo agora. A chegada do René não foi boa só para mim. Todo o grupo melhorou, os números provam", comparou.

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