
Os sentimentos são distintos e o assunto, polêmico. Como em 2007, quando conquistou pela primeira vez a Série B, a torcida do Coritiba ao menos a maior parte dela manifesta opiniões contrárias ao uso de uma (ou duas) estrelas de prata que representariam o bicampeonato da Segunda Divisão caso o time confirme nas últimas duas rodadas o título da competição. Já os diretores e atletas, assim como outrora, são amplamente simpáticos à ideia.
"Eu sou favorável. É um campeonato muito difícil, o maior que o Coritiba pôde conquistar, com tudo que passamos. É algo para nos orgulharmos", diz Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube e principal nome diretivo na temporada. A decisão passará pelo conselho consultivo, mediante pedido da diretoria.
Caso seja aprovada, precisa de maioria votante entre os 180 conselheiros deliberativos. O presidente deste conselho, Omar Akel, também vê a medida como algo positivo.
"Toda conquista nacional e internacional poderia ser homenageada. Recebi uma sugestão com as duas de prata abaixo do escudo e a de ouro acima. Há uma discussão conceitual, achou-se que ela diminuiria a grandeza do clube, porque a Série B teria sido acidental. Mas nós pretendemos não disputar mais [risos]."
O técnico Ney Franco é outro que manifestou-se publicamente a favor do uso, bem como havia feito René Simões há três anos: "É um campeonato que fica ainda mais difícil a cada ano."
Na internet, a rejeição é maioria. Comentários como "estrela prateada jamais" raramente encontram contra-argumentos nos fóruns de torcedores. No estatuto do clube, não há impedimentos. Caso confirmada a conquista, o Coritiba passará a ser, ao lado de Paysandu e do rival Paraná, o clube que mais vezes venceu a competição.
Além disso, nos 101 anos de história, em apenas uma temporada o clube conquistou dois títulos reconhecidos: foi em 1973, quando venceu o Paranaense e o Torneio do Povo.




