
No início de 2008, na Baixada só se falava sobre recorde de vitórias e uma equipe que tinha tudo para buscar o título da Copa do Brasil. Já nas Laranjeiras, os planos eram ainda mais entusiasmados, e a conquista da Copa Libertadores da América era dada como certa. O tempo passou, as previsões foram por água abaixo e hoje, às 18h20, na Arena, Atlético e Fluminense brigam para fugir do rebaixamento para a Segunda Divisão do Brasileiro.
Restando dez jogos para o encerramento da competição, o Rubro-Negro está na 16º colocação com somente 28 pontos. E para dar a exata medida do desespero que envolve o confronto, o Tricolor, com apenas um ponto a menos, é o lanterna. Assim, nem pensar em brincar como Renato Gaúcho chegou a sugerir en-quanto comandava o Flu no torneio continental. Não há outro resultado possível para ambos que não a vitória.
"É uma partida especial, principalmente para o nosso time que joga em casa. Temos que colocar em prática tudo aquilo que a gente vem falando em termos de recuperação. E daqui para a frente será sempre assim, temos a obrigação de conseguir os resultados", diz o meia Kelly, que, após ter tido a primeira chance como titular contra o Santos, manteve a posição,
"Pode ser uma partida decisiva no futuro. Uma vitória nos dá uma margem maior para fugirmos do bloco de trás, podemos abrir até quatro pontos. Uma derrota e teremos que buscar resultados na casa de adversários, E nessa reta final é algo complicado de acontecer, mesmo os grandes terão essa dificuldade. Temos que aproveitar a torcida e o fato de atuar na Baixada", analisa o técnico Geninho, que mexeu no esquema tático do time, passando do 352 para o 442.
Além das questões levantadas pelo treinador, os três pontos são fundamentais, pois o Fluminense é o único adversário direto na disputa para fugir da degola que o Furacão receberá em seus domí-nios. Os embates com Vasco, Figueirense e Náutico serão todos fora de Curitiba.
Situação difícil para os que chegaram no Atlético com o Nacional já se desenrolando, pior ainda para quem viveu a euforia do começo do ano. Desde agosto de 2007 no clube, o zagueiro Antônio Carlos lamenta que a promissora equipe que ultrapassou nos números o lendário Furacão de 1949 se encontre nesse estágio."É difícil. Tivemos a saída de alguns jogadores importantes e logo na seqüência vieram jogadores lesionados que ficaram muito tempo fora. Isso atrapalhou o conjunto, não tínhamos o mesmo time e isso pesou um pouco. Mas agora não é desculpa mais. Esperamos fazer uma boa partida e conseguir a recuperação", comenta o zagueiro.
Na TV
Atlético x Fluminense, às 18h20, no Premiere FC.
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Em Curitiba
Atlético
Galatto; Alberto, Antônio Carlos, Gustavo e Márcio Azevedo; Valencia, Chico, Kelly e Netinho; Rafael Moura e Joãozinho. Técnico: Geninho.
Fluminense
Fernando Henrique; Carlinhos, Edcarlos, Luiz Alberto e Junior César; Fabinho, Romeu, Arouca e Conca; Everton Santos e Washington. Técnico: René Simões.
Estádio: Arena. Horário: 18h20. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxs.: Julio César Rodrigues (RS) e José Javiel Silveira (RS).



