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Copa do Brasil

Anticlímax marca vitória atleticana

Após abrir três gols na melhor atuação da temporada, Atlético leva dois e, mesmo quebrando a invencibilidade do Corinthians no ano, deixa a Arena com a certeza de que poderia levar vantagem melhor a São Paulo

Em mais uma grande atuação, Wallyson abriu o caminho para a vitória rubro-negra sobre o Corinthians | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Em mais uma grande atuação, Wallyson abriu o caminho para a vitória rubro-negra sobre o Corinthians (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)

Atlético 3 x 2 Corinthians - Os jogadores do Atlético deixaram a Arena lamentando a melhor atuação que tiveram em 2009. A frase parece desconexa, mas é a pura realidade. Após estar vencendo por 3 a 0 o Corinthians de Ronaldo, o Rubro-Negro cedeu dois gols e complicou-se para o jogo da volta, quarta que vem, em São Paulo. Um a zero já serve para os corintianos; os atleticanos jogam pelo empate para estar entre os oito melhores da Copa do Brasil.

Impor a primeira derrota ao Timão em 2009 não serviu para que a imensa festa da torcida na Arena fosse coroada até o encerramento do jogo. Os gols de Cristian (41 do segundo tempo) e Dentinho (47) estragaram a noite dos atleticanos.

"Ficamos tristes por essas duas falhas no fim. Uma falta o juiz inventou e no outro lance erramos, cedendo o segundo gol", avaliou o zagueiro Gustavo, que substituiu Fransérgio no intervalo, na única alteração promovida pelo técnico Geninho na partida.

O árbitro Nielsen Nogueira Dias deixou o campo vaiado. Além do lance contestado por Gustavo, não viu uma cotovelada sem bola de Dentinho em Rafael Moura e marcou um pênalti inexistente. O clube irá protestar junto à CBF.

O desempenho na maior parte do jogo dá novo ânimo para o time da Baixada garantir o título do Estadual. Para levantar a taça, basta bater o Cianorte, novamente em casa, no domingo.

"Esse jogo vai ter influência no domingo. Com a torcida comparecendo e apoiando, somos muito fortes", admitiu o goleiro Galatto.

A pergunta que os próprios atletas rubro-negros se faziam era por que a equipe havia deixado tanto a desejar no clássico contra o Coritiba e na maioria dos jogos de 2009.

"Não há explicação. Ninguém joga mal porque quer", afirmou o zagueiro Chico. "Mostramos para quem não acreditava que temos um bom elenco, que podemos jogar no Atlético. Do outro lado estava um grande time", ponderou o meia Marcinho.

A resposta, porém, logo se confundia com a lamentação pelos dois gols sofridos no fim, que prejudicaram a avaliação positiva da equipe.

"A avaliação ainda é positiva. Não jogamos contra qualquer equipe. Era o único invicto do ano e o mais badalado do Brasil. Mostramos para nós mesmos que podemos render muito bem", comentou e elogiou o técnico Geninho.

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Em Curitiba

Atlético

Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Chico; Raul, Jairo, Fransérgio (Gustavo), Marcinho e Márcio Azevedo; Wallyson e Rafael Moura

Técnico: Geninho

Corinthians

Felipe; Fabinho (Alessandro), Chicão, Diego e André Santos; Cristian, Elias, Morais (Souza) e Douglas; Ronaldo (Otacílio Neto) e Dentinho

Técnico: Mano Menezes

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE). Amarelos: Antônio Carlos e Rafael Moura (A); Souza (C).Gols: Wallyson (A), aos 15/1º, e Rafael Moura (A), aos 46/1º; Chico (A), aos 2/2º, Cristian (C), aos 41/2º, e Dentinho (C), aos 47/2º. Renda: R$ 475.590. Público: 21.297 pagantes (22.647 total)

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