A montadora alemã Mercedes disse nesta sexta-feira que as equipes de Fórmula 1 precisam cortar custos em pelo menos em 50 por cento nos próximos dois anos, apesar de sua própria situação financeira estar sólida.
"Estamos trabalhando dentro da Associação de Equipes da Fórmula 1 por medidas de redução de custos, e nos próximos dois anos nós precisamos cortar custos em pelo menos 50 por cento", disse Norbert Haug, chefe da Mercedes Motorsport, que é sócia da McLaren.
"Nosso envolvimento com a Fórmula 1 está sobre fundamentos financeiros sólidos, e é em grande parte financiado por nossos patrocinadores", acrescentou Haug, cuja equipe conduziu o britânico Lewis Hamilton ao título mundial da F1 este ano.
Sobre a decisão da rival japonesa Honda de deixar o esporte, anunciada nesta sexta-feira, Haug afirmou: "Esta saída é muito ruim. Isso apenas mostra quão importante são as medidas de redução de custos que nós temos defendido há mais de cinco anos".
Outra equipe japonesa, a Toyota, afirmou que também está comprometida em reduzir os gastos.
"Nós estamos contribuindo para as atividades da associação de equipes que devem reduzir significativamente os custos, embora mantenham o espírito do esporte", disse a equipe em comunicado.
"Esperamos que as propostas e medidas das equipes recebam o amplo apoio que elas merecem para promover a base estável que a Fórmula 1 necessita no momento".
Em um comunicado separado, a montadora alemã Audi disse que sua equipe nos Estados Unidos não vai mais participar da American Le Mans Series, apesar das inúmeras vitórias obtidas desde sua estréia em 2000.
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