
Treinamentos, partidas decisivas, assédio da imprensa e participações em atividades publicitárias tornam a vida de Neymar um agito. Mas o momento em que ele concedeu entrevista à Gazeta do Povo estava ainda mais conturbado. Era sexta-feira, dia do último capítulo de Avenida Brasil, e ele, noveleiro assumido, estava monitorando nas redes sociais os desdobramentos sobre o desfecho do folhetim. Três dias antes havia disputado um jogo pela seleção na Polônia e menos de 40 horas depois estava em campo pelo Santos. Devido à sequência de jogos, ganhou folga. Aproveitou para ir ao Rio curtir um show de Cláudia Leitte. Voltou a Santos na manhã seguinte já como o principal assunto na internet, em função de um boato sobre um suposto namoro com a atriz Bruna Marquezine. Chegou ao clube em um utilitário com placa de São José dos Pinhais, carregando o filho Davi Lucca. Em seguida, já com uma compressa de gelo na perna, pouco antes de atender com exclusividade a reportagem, gravou depoimento para o documentário sobre o ex-goleiro palmeirense Marcos.
VÍDEO: Confira trechos da entrevista exclusiva feita com Neymar
A empolgação que você provoca ainda não contagiou os torcedores na seleção. Isso te incomoda?
Estou acostumado com pressão desde pequeno. [Primeiro era a dúvida] se eu seria um bom jogador ou não, depois se chegaria ao time profissional. São fases da vida que a gente tem de enfrentar até que as coisas comecem a dar certo.
Você tem saído bastante para jogar pela seleção, desfalcando o Santos, que não vai muito bem no Brasileirão. Você se sente frustrado com isso?
Não me sinto frustrado. Eu gosto de defender a seleção e amo defender o Santos também. Eu não reclamo de nada. É o que eu gosto de fazer: jogar futebol. Ainda mais no Santos, que é meu o time de coração.
Vários jogadores estabelecem objetivos, como jogar na seleção, jogar uma Copa ou atuar no exterior. Você já conquistou várias dessas metas. Tem ainda algum sonho?
Meu sonho é conquistar uma Copa do Mundo. É um sonho que aos pouquinhos a gente vai buscando.
O que falta para a seleção chegar preparada em 2014?
Falta só chegar. A gente está buscando a nossa identidade, nossos caminhos. Estamos cada vez melhores, em entrosamento, em tudo e ainda pode melhorar mais.
Quando falam que você já foi vendido para um time, que já tem multa por rescisão de contrato, você se incomoda?
[Risos] Eu me sinto tranquilo, já estou acostumado porque desde quando eu surgi começam a criar essas histórias de que eu vou embora.
Que pergunta você não aguenta mais ouvir?
Acho que não tem. Tem sempre uma ou outra diferente. Depois volta a mesma [risos].
O que você responde para quem diz que só vira um grande jogador quem vai atuar na Europa?
Nada. Eu só continuo jogando o meu futebol aqui.
Você não acredita nisso?
Não, eu não acredito, não.
Esportes | 4:05
Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, astro santista fala sobre a rotina puxada e a preparação da seleção brasileira para o Mundial.



