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Apesar das vantagens, Coritiba evita assumir condição de favorito

 | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
(Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)
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Enquanto o Atlético corria ontem à noite, os jogadores do Coritiba descansavam e podiam observar o ad­­versário de domingo; no mo­­mento em que atleticanos viajarem a Curitiba, os coxas-brancas estarão se preparando para mais um treino no Couto Pereira. É em­­pate que praticamente assegura a taça, tabu de dois anos, estádio cheio a favor e jogo em casa. Há tempos não se via um Coxa com tantas vantagens, tanto favoritismo sobre o rival.

Para impedir que o feitiço vire contra o feiticeiro, o técnico Ney Franco abafa os fatos. Favoritismo é assunto proibido no Alto da Glória. "Não é aceitar ou não aceitar: não existe favoritismo", rebate o treinador, ao ser perguntado so­­bre os fatos. "Tudo isso não mu­­da nada. Não existe. É um jogo muito disputado, aonde em alguns mo­­mentos a entrega e a superação se sobrepõem à parte tática ou física".

O discurso do comandante parece ter sido bem entendido pelos jogadores. Marcos Aurélio, peça chave dos dois últimos Atle­­tibas, também não quer saber do rótulo. "Favorito não. A gente tem o apoio da nossa torcida, tem de impor o ritmo de jogo, mas clássico não tem isso", diz, logo ele, que é o grande responsável pelo supermando. Foi da perna direita do Bai­­xinho que saiu o chute no em­­pate da Arena, que manteve as vantagens alviverdes. "Eu pedi para ba­­ter aquela falta, o Fabinho estava nela. Aí eu tive a felicidade de acertar o chute e com isso seguramos o supermando".

Jogar em casa tem feito diferença nos clássicos. O último time atleticano a vencer no Alto da Glória era comandado por Ney Franco, em 2008: 2 a 0 para os visitantes. De lá para cá, no Couto Pereira, duas vitórias do Coritiba (2 a 0 no Pa­­ranaense-2008 e 3 a 2 no Brasi­­leiro-2009) e dois empates (1 a 1 no Brasileiro-2008 e 0 a 0 no Para­­naense-2009).

Mesmo com tantas vantagens, Ney mantém o mistério. "O esquema não muda" é só o que diz o treinador sobre o time para domingo. Pereira ou Demerson ficará de fora da decisão, a cereja no bolo em uma campanha praticamente perfeita. "A gente entende que qualquer um deixará a equipe bem competitiva", afirma o técnico.

Demerson fez política: "Se op­­tar por mim, ficarei feliz, mas se es­­­­­colher o Pereira, tudo bem". Já Pe­­­­­reira procurou se manter mais dis­­­tante da imprensa. Antes de domingo, difícil saber o favorito .

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