
Com o magro 1 a 0, ontem, sobre o Serrano, o Paraná deixou para trás um dos seus três desafios para esta reta final da fase classificatória do Estadual. A intenção do time, no início da semana, era vencer as três partidas que restavam nesta primeira fase para conquistar a melhor classificação possível neste Paranaense. Um passo foi dado. A vitória, mesmo não sendo a ideal, como ressaltou o técnico Marcelo Oliveira, traz alento ao time que está sob pressão pela conquista de uma vaga na fase final.
E se para estar em boa fase não basta apenas competência, o Tricolor da Vila contou com uma dose de sorte para terminar a 11.ª rodada na sétima posição. Torcendo por ao menos uma derrota de cada adversário direto, o domingo foi dia de alívio para os paranistas, que viram dois deles caírem. Paranavaí e Corinthians-PR perderam para Operário e Cascavel, respectivamente. O Iraty empatou com o vice-lanterna Nacional.
Com uma posição galgada na tabela, o treinador terá um início de semana mais calmo, mas ainda de muito trabalho, como ficou evidente em Prudentópolis. Mais uma vez, o Paraná precisa intensificar os trabalhos de finalização para não deixar escapar tantas oportunidades em campo.
Marcelo Oliveira voltou a reclamar dos erros dos seus pupilos, mas agora entende que é hora enaltecer os fatores positivos, como a sequência de sete jogos sem perder. A guinada que começou diante do Coritiba é um dos pontos que o Paraná usa como incentivo para chegar entre os melhores nesta fase.
"Essas vitórias têm de ser valorizadas. Mas é incompreensível que ganhando (o jogo) e o adversário saindo (para o ataque) você não saiba aproveitar", disse Marcelo Oliveira, insatisfeito com o rendimento ofensivo do Tricolor. Assim, o treinador não deseja criar uma expectativa maior na torcida, assumindo postura bastante cautelosa quanto ao futuro do time na competição.
"Coloquei como meta ganhar os três jogos finais. Será difícil, tem de haver sacrifício, doação e retirar da reserva um pouco mais para entrar fortalecido na outra fase. Não me sinto classificado ainda, mas tenho confiança de que, trabalhando, nós vamos chegar." Mais uma vez, Oliveira terá uma semana cheia para ajustar os erros antes de encarar o Nacional, já matematicamente rebaixado, na Vila, no domingo.
Mudanças após o intervalo deixam o Tricolor perdido
O jogo começou movimentado, com o Paraná dando trabalho ao rival. A primeira grande chance foi aos 9, com uma bola no travessão em um cabeceio de Irineu, que surpreendeu a defesa do Serrano. Pouco depois do susto, o time de Prudentópolis ainda tentava se organizar em campo e cedeu à pressão inicial do Paraná, sofrendo o único gol da partida.
Éverton foi oportunista. Estava no lugar certo quando a bola, após tentativa de Márcio Diogo, espirrou na defesa e sobrou livre. Val, que salvou o time dos Campos Gerais de um placar maior, não conseguiu impedir o tento do meio-campista.
A primeira etapa foi melhor para o Paraná. O time dominou a partida, criou boas chances e o goleiro adversário teve trabalho. Juninho, do outro lado do gramado, teve descanso.
Logo depois do retorno do intervalo, temendo pelas falhas de marcação, Marcelo Oliveira sacou Vinícius e Éverton do meio de campo, colocando Élvis e André Luiz. A mudança causou transtornos. O Serrano ganhou mais espaço e o Paraná, desorganizado, sofreu a pressão.
Juninho virou o centro das atenções, com duas grandes defesas. Aos 43 da etapa final, promoveu um verdadeiro milagre para defender o chute de Robinho, à queima-roupa.
Com o goleiro em uma de suas melhores atuações, o Paraná assegurou a vitória por 1 a 0. Ganha fôlego e se aproxima do objetivo que é encostar o quanto puder de Coritiba e Atlético.





