
Se a seleção olímpica saiu queimada de Pequim, após a eliminação na semifinal contra a Argentina, pelo menos nove jogadores foram premiados pelo técnico Dunga com a convocação para os jogos das Eliminatórias contra o Chile, dia 7, em Santiago, e a Bolívia, dia 10, no Engenhão. Entre eles, o paranaense Rafinha, que, depois de ser titular da equipe sub-23 na China, parece ter assumido de vez a vaga de reserva imediato de Maicon no time principal do Brasil.
"É como o Dunga mesmo falou: a convocação é uma prêmio pela nossa participação na Olimpíada. Fiquei triste por não ter vindo o ouro, mas acho que consegui mostrar algo de bom", admitiu o lateral-direito, que viajou para o Oriente mesmo contra a vontade de seu clube, o alemão Schalke 04 com a idéia fixa de mostrar ao treinador que poderia continuar sendo convocado.
Também pesou para a nova convocação de Rafinha a atitude de peitar o Schalke para disputar os Jogos Olímpicos, enquanto jogadores como Kaká e Robinho preferiram não entrar em conflito com Milan e Real Madrid, respectivamente.
"Fico muito feliz de ter conquistado esse objetivo. Mas não pára por aí. Tenho de agarrar com unhas e dentes, continuar provando que posso voltar nas outras convocações", discursou o ex-jogador do Coritiba, que diz gostar dos métodos de trabalho de Dunga. "Não só ele como o (auxiliar-técnico) Jorginho estão sempre nos ajudando, procurando passar orientações importantes."
Rafinha acredita que tanto o técnico como os jogadores saberão lidar bem com a cobrança, crescente após os últimos maus resultados nas Eliminatórias o Brasil é apenas o 5º colocado e apenas o terceiro lugar em Pequim. "Seleção é assim. Não pode nem empatar que a pressão vai lá em cima. O Dunga tem anos de seleção e sabe melhor do que ninguém. Apesar de alguns jogadores serem jovens, todo mundo também tem experiência suficiente para lidar com isso", analisou o lateral, que desta vez não terá problemas com o clube alemão porque as partidas das Eliminatórias são datas Fifa.



