Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Futebol paranaense

Arena Atletiba é inviável, dizem dirigentes

Representantes de Coritiba e Atlético consideram impossível abrigar sob o mesmo teto as duas maiores torcidas do estado

Vista superior da Arena: enquanto a diretoria do Atlético considera que pode concluir o estádio sozinha, a do Coritiba  dá a entender que só acredita na possibilidade de um estádio único se ele for construído em um outro terreno | Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo
Vista superior da Arena: enquanto a diretoria do Atlético considera que pode concluir o estádio sozinha, a do Coritiba dá a entender que só acredita na possibilidade de um estádio único se ele for construído em um outro terreno (Foto: Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo)

Considerada por Mario Celso Pe­­traglia a única maneira de concluir o estádio e dar um impulso ao futebol paranaense, a Arena Atle­­tiba é inviável para dirigentes de Atlético e Coritiba. Nem tanto pela ideia em si – vista pelos alviverdes como "interessante". Mas, principalmente, pela dificuldade de unir, sob o mesmo teto, as duas torcidas rivais. No último domingo, o ex-presidente do Furacão recolocou o tema em pauta em entrevista à Gazeta do Povo – após ter revelado a po­­lêmica proposta na revista Ideias de agosto do ano passado. Para ele, uma questão de sobrevivência. "Se não tiver alguma coisa realmente moderna, visionária, revolucionária, que una esforços, que crie a mais valia, alavanque receitas, vamos voltar na proporção àquilo que sempre fomos: times de segunda lutando para ser time de primeira", disse Petraglia.

Fusão imobiliária que é rejeitada em sua totalidade pelos rubro-negros. O tema chega a ser tratado como piada por parte de conselheiros e sócios, conta o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Gláucio Geara.

"É aquela velha história do Garrincha ao receber as instruções de jogo. ‘Combinaram com o adversário?’ Alguém se reuniu com o Coritiba? É utópico, pois descaracterizaria totalmente o futebol paranaense". Além disso, de acordo com o dirigente, o Atlético não precisa da ajuda do co-irmão para a conclusão (ou atualização) de sua casa.

No Alto da Glória, as diferenças dos mais de 80 anos de rivalidade seriam o maior problema. "Acho interessante, inteligente, mas vejo dificuldades sérias. As áreas onde estão o Couto Pereira e a Baixada são proibitivas para as duas torcidas", afirma Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Con­­selho Administrativo alviverde.

Porém, em um ponto os dois concordam com Petraglia: o futebol do estado precisa mudar. "Exis­­tem mesmo clubes mais fortes em virtude do aspecto financeiro, precisamos encontrar alternativas", diz Geara. Novo caminho, segundo Andrade, possível somente com o auxílio do poder público. "Seria necessário trabalho intenso e auxílio do governo do Estado, com patrocínio ou investimentos".

Correção de rota, segundo Pe­­tra­­glia, ainda mais importante para o Tricolor. Na mesma en­­tre­­vis­­ta concedida à Gazeta, ele sentenciou: "A tendência do Paraná, com a reorganização de alguns es­­tados e clubes... Ter­­ceira Di­­vi­­são". Projeção rejeitada por Aqui­­lino Romani, presidente paranista.

"O Paraná tem as suas dificuldades, mas possui patrimônio e não é ninguém de outro clube que vai dizer o que acontecerá", declarou. Na semana passada, ele se reuniu com Petraglia para estudar um projeto de sócio torcedor desenvolvido pelo filho do ex-cartola atleticano.Reorganização que, por fim, passaria pela Federação Para­­naense de Futebol, também criticada por Petraglia. "É um modelo falido". Pensamento diferente do responsável pela entidade, Hélio Cury. "Essa avaliação é equivocada. As federações existem no Brasil inteiro. E não organizamos apenas o campeonato estadual, mas também todas as competições de divisões amadoras".

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.