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Basquete

Argentina derrota Brasil e é campeã da Copa América

Apesar de começo ruim, seleção cresceu na partida e garantiu fim de jogo eletrizante em Mar del Plata

Final é sempre tensa, ainda mais quando envolve Brasil e Argentina, certo? Nem sempre. Neste domingo (11), os argentinos levaram a melhor e ficaram com o título da Copa América de Basquete Masculino ao vencer os brasileiros por 80 a 75, em Mar del Plata.

Como o principal objetivo das duas seleções – a vaga na Olimpíada de Londres, em 2012 – já havia sido conquistado no sábado (10), a decisão no ginásio Islas Malvinas começou com um clima menos tenso do que a ocasião exigiria.

Nas semifinais, os brasileiros eliminaram a República Dominicana (83 a 76) e, os argentinos Porto Rico (81 a 79), da final.

Os brasileiros comemoraram madrugada adentro e cumpriram a promessa feita no início da competição: cortaram os cabelos no estilo moicano. Foi assim que chegaram para a última partida. Fugiram do acordo apenas Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Marquinhos e a comissão técnica.

Do lado argentino, havia o compromisso de se redimir com a torcida: a única derrota que teve durante toda a Copa América foi contra o Brasil (73 a 71) na fase de grupos, diante do apoio de 7,5 mil pessoas.

Partida

Então, a decisão esquentou. Já no primeiro quarto da decisão, os argentinos abriram 12 pontos de vantagem (21 a 9). O Brasil chegou a ficar na frente do placar no tempo final, mas os hermanos aproveitaram o nervosismo e os erros dos lances livres do adversário e reverteram.

Os destaques foram o pivô Luis Scola, com 32 pontos, e o ala-armador argentino Manu Ginobili -- o MVP do campeonato.

Para seleção brasileira, comandada pelo argentino Rubén Magnano, agora, é pensar no futuro, celebrando boas notícias, como a afirmação do pivô Tiago Splitter e do armador Marcelo Huertas no grupo.

Ambos são destaques da escola espanhola do basquete, em que primar pela defesa é fundamental, e tiveram papel importante na consolidação do sistema de marcação imposto pelo técnico.

Agora, o foco é a Olimpíada, que servirá como rito de passagem para a seleção, que mescla uma geração de "trintões" -- que conviveu com um jejum de três ciclos olímpicos -- com atletas mais jovens, renovação para a Rio-2016. "Será histórico poder encerrar a trajetória na seleção com a participação na Olimpíada", disse o ala Alex, 30 anos.

Na decisão do terceiro lugar, a República Dominicana venceu Porto Rico (103 a 89).

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