A cidade de Campo Largo, tradicionalmente conhecida como a "Capital da Louça", pode ganhar outro título em breve e dessa vez ligado à prática esportiva, mas de uma modalidade pouco difundida por aqui. É o inusitado arco e flecha, que está atraindo vários praticantes e deve formar outros tantos nos próximos anos no município.
O crescimento do arqueirismo na região não é obra do acaso. A impressão é de que tudo conspira a favor. Espaços propícios para treinar, clubes que apoiam o esporte, a única loja exclusiva da prática no Brasil e a sede da Federação Paranaense de Arco e Flecha (Fepaf), tudo isso como vetor na localidade.
Apesar de haver arqueiros espalhados por todo o Paraná, é no município da região metropolitana de Curitiba (30 km a oeste da capital) onde estão mais organizados e unidos. Não por acaso que três atletas locais conquistaram medalhas no Animal Round na categoria Field modalidade que simula a caça , realizado no último dia 18 de setembro em Itu-SP, inclusive com quebra de recorde nacional na categoria de arco composto.
"Campo Largo é a única cidade que conta com a estrutura técnica necessária para a realização das três modalidades reconhecidas e formatadas internacionalmente em competições. Temos aqui espaço e estrutura", comenta o presidente da Fepaf, Gustavo Druziki, também campeão paranaense de arco composto em 2010 nas modalidades olímpicas FITA Indoor e FITA Outdoor.
Esse cenário positivo fez com que a prefeitura municipal abrisse os olhos para o esporte. A ideia do poder público, junto com a Fepaf, é tornar a cidade um polo da prática no Paraná. Por enquanto, o apoio oficial se restringe apenas à divulgação e cessão de espaço para o esporte.
O objetivo inicial não é segredo: atrair turistas para a cidade pelo inusitado do arqueirismo. Apesar disso, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural e Turismo, Lino Petry, acredita que isso é o embrião para, quem sabe, ter atletas de ponta formados na cidade.
"Estamos iniciando um processo. A intenção é desenvolver a formação de atletas que lá na frente possam ter possibilidade de disputar a Olimpíada. Isso não é tão simples, mas não é impossível. Hoje é um sonho, mas pode se tornar realidade", espera.
Um caminho apresentado por ele é pela expansão do apoio para outras áreas políticas da prefeitura. "Podemos, lá na frente, ter a secretaria de Educação, que hoje abraça as modalidades tradicionais, trabalhando essa questão do arco e flecha. Por que não?", indaga Petry, que não esconde o desejo de ver as arquibancadas no parque Newton Puppi abarrotadas no dia 22 de outubro, quando será realizada a última etapa do ano do Paranaense de tiro com arco.
Esportes | 2:02
Município da região metropolitana de Curitiba pretende desenvolver o esporte, formar atletas e até atrair turistas. A cidade já conta com espaços propícios para treinar, clubes de apoio e a única loja exclusiva da prática no Brasil




