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Copa do Brasil

Atacante volta ao palco em que Ronaldinho virou Ronaldo

Foi com a camisa da seleção, há dez anos, na Arena, que o Fenômeno perdeu o “inho” do nome por causa da chegada do xará gaúcho

Ronaldo na pouco concorrida chegada ao hotel | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Ronaldo na pouco concorrida chegada ao hotel (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)
Ele nas duas vezes que atuou em Curitiba, contra o Uruguai, em 2003 (esq.)... |

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Ele nas duas vezes que atuou em Curitiba, contra o Uruguai, em 2003 (esq.)...

...e contra a Letônia, em 99 (dir.) |

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...e contra a Letônia, em 99 (dir.)

Há dez anos, Ronaldo era promovido em Curitiba e deixava de ser Ronaldinho. O camisa 9 da seleção brasileira perdeu o diminutivo e foi rebatizado na cidade ao ganhar a inédita companhia do então jovem homônimo gaúcho no ataque titular nacional.

A estreia da dupla Ro-Ro, no amistoso contra a Letônia, na Arena, em 1999, marcou também primeira passagem do jogador pela capital, onde retorna hoje como a principal estrela do futebol brasileiro. Na melhor fase desde o retorno aos gramados, o atacante corintiano pediu para defender a equipe contra o Atlético esta noite, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

O jogo no dia 26 de junho de 99 fazia parte dos festejos de reabertura do Joaquim Américo, reinaugurado dois dias antes. Para o técnico Vanderlei Luxemburgo era o último teste antes da estreia na Copa América, no Paraguai. O próprio treinador se encarregou de dirimir a confusão dos narradores com o primeiro ensaio dos Ronaldinhos.

"Para mim, o mais experiente já pode perder o inho e ser Ronaldo. O outro como está começando, pode continuar como Ronaldinho. O que a imprensa chama de Ronaldinho eu chamo de Ronaldo; o garoto, chamo de meu filho", explicou o comandante à época.

O curitibano Alex, ex-Coritiba, marcou o primeiro, Roberto Carlos ampliou e Ronaldo, de assinatura nova, fez o terceiro.

A volta do Fenômeno a Curitiba, em 2003, foi para salvar a seleção. O encontro com o Uruguai, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, registrou o último brilho do Pinheirão. Superfaturado e no estádio improvisado, o jogo decretou o rompimento entre os presidentes da Federação Paranaense, Onaireves Moura, e da CBF, Ricardo Teixeira.

Graças ao Fenômeno, Curitiba não tornou-se palco da primeira derrota brasileira em casa pelas Eliminatórias. A equipe dominou o primeiro tempo, fez um gol com Kaká e outro com Ronaldo. Após três jogos em jejum na seleção, ele chegava ao 50º gol com a camisa amarela. "Agora sou cinquentão", brincou. Mas seria o gol 51 um dos lances preciosos do seu currículo pelo Brasil.

No segundo tempo, a equipe permitiu uma avassaladora virada celeste e permitiu a virada. Um atordoante 2 a 3 até os 41 minutos, quando o craque da 9 chutou cruzado e evitou o revés inédito.

Elogio de Lula

O atacante retorna a Curitiba na sua melhor fase desde a contratação pelo Corinthians, em dezembro. O momento foi coroado pelos dois gols – um de placa – contra o Santos, domingo, que deixaram o clube com a mão no título paulista. Até o presidente Lula exaltou o jogador e pediu sua convocação para a seleção.

"O fofão está comendo a bola. Se ele voltasse para a seleção brasileira, seria extraordinário", afirmou o presidente, ontem, em Manaus. "Esta recuperação do Ronaldo, para mim, é uma coisa alegre, pela perseverança. Eu admiro as pessoas que não desistem nunca."

O astro corintiano era o mais esperado ontem na chegada a Curitiba. A ansiedade dos fãs foi frustrada no aeroporto, pois a delegação alvinegra embarcou no ônibus ainda na pista de pouso. Os cerca de 30 corintianos que preferiram esperar no hotel ao menos garantiram uma foto do atacante.

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