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Em evento, Athletico revela nova estratégia que visa título mundial; Petraglia como CEO e Nunes “head coach”
| Foto: André Ribas/Gazeta do Povo

Os títulos da Sul-Americana e da Copa do Brasil não diminuem a ambição do Athletico. Com uma nova estrutura interna, o Furacão quer se tornar o clube-empresa mais atrativo do futebol brasileiro e conquistar o seu maior objetivo: o título mundial de clubes até 2024.

O processo de reformulação começou em 2018, mas a alteração ocorreu apenas quando Paulo André, aposentado dos gramados, assumiu o departamento de futebol do clube no mês de junho deste ano. Iniciou, então, uma mudança radical e estrutural no CT do Caju, com uma organização conhecida no meio corporativo como "matricial".

Trata-se de um modelo que apresenta maior flexibilidade. Composto por um executivo de alto nível, o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, na posição de CEO (siga em inglês para Chief Executive Officer, um diretor-executivo), mas com chefes para cada departamento da organização.

André Ribas/Gazeta do Povo
André Ribas/Gazeta do Povo

"Saímos de um modelo organizacional funcional e partimos para uma organização matricial, que se relaciona, que se cruza em algum momento para servir ao jogo”, comentou Paulo André, em palestra à Universidade do Futebol, em São Paulo, na terça-feira (15). O ex-atleta ocupa uma função de direção-geral do futebol.

Nessa ideia, o clube se divide entre o jogo (jogadores e treinadores), tudo que acontece dentro de campo, e o staff, que é repartido em quatro setores. São os departamentos de "Desenvolvimento Técnico Metodológico", de "Performance e Saúde Esportiva", de "Gente, Gestão, Educação e Comunicação Interna" e, por fim, de "Negócios Futebol".

"É um grande desafio pela inovação, algumas grandes corporações têm praticado esse modelo. Vocês podem perceber que não tem clareza hierárquica. Se a comunicação não for eficaz, se os processos não estiverem bem estabelecidos, e se a organização não tiver madura para praticar esse modelo, você pode ter dificuldades", explicou Paulo André.

O papel de Tiago Nunes é ser o "head coach" (técnico principal, na tradução livre do inglês) do Athletico. Posição que tem atribuições maiores do que apenas comandar o time. É o responsável por gerenciar tudo que envolve o futebol profissional do Furacão. No momento, comanda ainda todos os treinadores que trabalham no clube, mas a ideia é que no futuro outra pessoa gerencie separadamente os técnicos da base.

André Ribas/Gazeta do Povo
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Com o novo formato administrativo, o Furacão espera estar pronto para ser a equipe mais atrativa do Brasil para quando for aprovada a nova lei de clube-empresa no país. Há dois projetos em andamento em Brasília, na Câmara dos Deputados e no Senado.

"O nosso sonho é abrir o capital, receber investimento externo para que a gente possa competir de igual para igual com os grandes times do país", declarou Paulo André.

O dirigente tratou ainda de outra ambição relacionada ao gramado. O clube quer alcançar o título mundial até 2024, com 60% do time formado nos campos do CT do Caju.

"Temos ciência que o segundo só é possível se conseguirmos fazer o primeiro. É impossível ter uma geração inteira sendo revelada para atingir seis e sete jogadores da base no elenco. Então, temos que conseguir manter os melhores jogadores, com salários competitivos e atrativos para que possam ficar. Aí você vai acumulando uma geração atrás da outra para atingir o objetivo”, finalizou o ex-zagueiro.

Próximos jogos do Athletico

  • Fluminense x Athletico - 17/10, às 21h   
  • Athletico x Palmeiras - 20/10, às 19h  
  • Athletico x Goiás - 27/10, às 16h
  • Internacional x Athletico - 31/10, às 20h
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