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Personagem

Athletico e Peñarol dividem coração de torcedor uruguaio em Curitiba

  • Por Juliana Fontes
  • 02/03/2020 19:16
Athletico e Peñarol dividem torcedor uruguaio em Curitiba
Athletico e Peñarol dividem torcedor uruguaio em Curitiba| Foto: Albari Rosa / Foto Digital/Gazeta do Povo

Um coração dividido. Torcedor do Peñarol desde chiquito na pequena cidade de Artigas, a 600 quilômetros da capital Montevidéu, o uruguaio Jorge França, 57 anos, carrega no peito outro amor de longa data: o Athletico. Isso porque ele mora em Curitiba há 32 anos e é, também, apaixonado pelo Furacão.

Nesta terça-feira (3), os dois times do gringo, como é chamado pelos amigos, jogam pela rodada de abertura do grupo C da Libertadores, às 21h30, na Arena da Baixada. Será um difícil teste para França, que se dedica igualmente aos times rubro-negro e aurinegro.

Tabela: confira os grupos e jogos da Libertadores

Quando saiu de seu país aos 24 anos para tentar a vida no Brasil, França jamais imaginou que décadas depois teria o privilégio de ver a primeira equipe do coração tão de perto. Frequentador assíduo quando mais novo do estádio Centenário, antiga casa do Peñarol - o Campeón del Siglo foi inaugurado em 2016, o metalúrgico receberá o Aurinegro praticamente em casa.

“Nem em sonhos pensei que poderia acontecer. Não acreditei quando vi o sorteio deste ano da fase de grupos, ainda mais porque já vivi isso em 2018. Fico dividido, mas muito feliz”, garante.

Sócio de carteirinha do Furacão desde 2008, o uruguaio estará na Baixada nesta terça-feira (3) na torcida do Furacão. Ele já pôde presenciar outras partidas do Peñarol na cidade que o acolheu. Isso porque o Athletico enfrentou o time uruguaio há dois anos, pela Sul-Americana. O Rubro-Negro venceu por 2x0 na Arena da Baixada e em Montevidéu aplicou uma goleada de 4x1. O Furacão também realizou um amistoso com os hermanos em 2017, que acabou em 1x1, mas Jorge não foi porque estava viajando.

“Não pensei que poderia ser tão fácil para o Athletico na Sul-Americana. Desta vez, acredito que vai ser mais disputado”, analisa. Apesar de chegar a Curitiba em 1988, foi apenas em 1995 que o uruguaio vestiu, de vez, o manto atleticano. Entre os motivos que o fizeram se decidir pelo vermelho e preto, estão as raízes de um famoso dirigente atleticano.

“Na década de 1990, o Paraná Clube ganhava tudo e muitos amigos falavam para eu virar paranista. Até acompanhei alguns jogos, mas nunca me empolguei. Quando soube que um filho de uruguaios estava à frente do Athletico isso me chamou muito a atenção, e desde 1995, me tornei torcedor fiel do Furacão”, detalhou, referindo-se ao presidente Mario Celso Petraglia, então no início de sua gestão.

Emoções nas arquibancadas

Como bom torcedor, o metalúrgico – que também participa de feiras vendendo comidas típicas uruguaias - presenciou grandes conquistas de seus dois times. Em 1982, viu in loco Los Carboneros ganharem a Libertadores, e, pela TV, a conquista do Mundial, no Japão, – então Copa Intercontinental - em cima do Aston Villa.

Já morando na capital paranaense, viveu a conquista atleticana do Brasileirão de 2001, sempre presente nos jogos, no título que para ele é o mais importante de todos. Foi assim também na campanha da Sul-Americana, em 2018, e na Copa do Brasil, em 2019.

Sempre com muitos palpites e análises quando o assunto é futebol, os maiores jogadores da história, para ele, no Furacão, são Oseias e Paulo Rink, enquanto no Peñarol o atacante Fernando Morena, que também vestiu a camisa da seleção uruguaia em 1974 e foi o maior goleador da história aurinegra, tendo sido também treinador do clube.

Outra coincidência que une ainda mais Jorge aos seus times são as siglas de ambos. “Os dois são CAP, começam com Club Atlético (Athletico) e têm com histórias muito similares”, ri.

Um bom "asado"

Para matar as saudades do país de origem, Jorge faz parte de um grupo de uruguaios em Curitiba. Eles se reúnem sempre que possível para fazer um típico “asado”, churrasco à moda uruguaia, e ver jogos da seleção Celeste.

“Somos poucos, um país pequeno. Não podemos abrir mão de torcer pela seleção de jeito nenhum”, destaca, mesmo que alguns desses amigos vistam as cores do rival Nacional. “É a maior rivalidade. Nem falamos o nome desse time”, brinca.

Sobre quem sairá vitorioso na Baixada, o gringo lembra que serão duas vagas para as oitavas de final. Vale lembrar que também fazem parte do grupo C o Colo-Colo, do Chile, e o Jorge Wilstermann, da Bolívia. “Quero que aqui ganhe o Athletico e lá o Peñarol, mas acima de tudo, que os dois se classifiquem”, conclui.

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