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Atlético adia acerto por empréstimo do BNDES

Em reunião na Fomento Paraná, Furacão pede ajuste na lei que cede potencial construtivo ao clube antes de assinar contrato

A CAP S/A aguarda um de­­creto da prefeitura de Curitiba para assinar o financiamento de R$ 131 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô­­mico e Social (BNDES), via Fomento Paraná, para a conclusão da Arena. Ontem, Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético e da gerenciadora das obras no estádio, esteve na sede da agência estatal acompanhado de Lauri Antônio Pick, diretor financeiro da CAP S/A.

Meia hora depois do horário marcado para a assinatura do convênio, o diretor de Mercado e Relações Institucionais da estatal, Alexandre Teixeira, comunicou o fracasso da tentativa de acordo. "Não será as­­sinado. Para a Fomento e o governo do Paraná não tem problema. O Atlético pediu ajustes no contrato", disse, sem poder dar mais explicações.

A reportagem apurou que Petraglia espera um decreto do prefeito Luciano Ducci (PSB) com ajustes na Lei 13.620/2010 – que determina a emissão de R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo (crédito virtual concedido pela prefeitura para se construir imóveis de tamanho acima do estabelecido pela legislação municipal) para o clube usar como garantia no empréstimo. Para evitar futuros problemas, o dirigente quer que o texto explicite a quantidade de cotas que será destinada à manobra financeira.

No início de novembro, o secretário municipal para Assuntos da Copa 2014, Luiz de Carvalho, explicou à Gazeta do Povo o cálculo de valorização das cotas, de acordo com o Custo Único Básico de Construção (CUB), conforme prevê a lei. "Basta dividir os R$ 90 milhões iniciais por 246.134 cotas. Cada uma, equivalente a um metro quadrado, valia R$ 365. Como as cotas subiram no início do ano, corrigidas pela Secretaria de Urbanismo, para R$ 500, essas mesmas 246.134 chegarão a R$ 123 milhões [fatia que o poder público deve dar como garantia, de acordo com o orçamento oficial da obra, de R$ 184,6 milhões]", contabilizou, à época, o secretário. Mesma interpretação defendida pelo prefeito Luciano Ducci na semana passada.

Não há previsão para a assinatura do decreto, nem, consequentemente, do convênio entre Fomento e CAP S/A. Independentemente da espera, a Pricewaterhousecoopers, contratada pela agência, segue fazendo auditoria na execução do projeto da Arena. O percentual cumprido da obra determina o valor das parcelas do financiamento liberada. A previsão era chegar até a metade do crédito total ainda em 2012. Com a demora na assinatura, essa projeção tornou-se incerta.

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