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SÉRIE B

Atlético adota novo 'caldeirão'

Rubro-Negro elege Ecoestádio como lar provisório e espera que os jogos em Curitiba reforcem a campanha rumo ao G4. Furacão “reestreia” na capital contra o Boa

Jogadores do Atlético treinam no novo “velho” lar, agora com capacidade ampliada: mais perto da torcida | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Jogadores do Atlético treinam no novo “velho” lar, agora com capacidade ampliada: mais perto da torcida (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Depois de um exílio forçado em Paranaguá, o Atlético volta a mandar jogos em Curitiba na tarde desta terça-feira (4), contra o Boa, às 15h, no Ecoestádio. Foram mais de três meses distante da capital paranaense – o último jogo como mandante foi contra o Barueri, na Vila Capanema, no dia 1.º de junho. E o retorno, apesar de ser para um estádio conhecido dos torcedores atleticanos, é inédito para a grande maioria dos jogadores que serão titulares hoje.

Somente o volante Dei­­vid já atuou no Janguito Ma­­lucelli. Foi lá, aliás, que ele marcou o primeiro gol como profissional – contra o Toledo, no Paranaense deste ano. Com exceção dele e do lateral-direito Maranhão, foi reserva em um jogo do Coritiba contra o Corinthians-PR no ano passado, o primeiro contato com o local ocorreu na manhã de ontem, quando o Furacão fez o último treinamento antes da partida.

"O estádio é diferente, mas o campo é igual. A grama é boa, deixa o jogo rápido e é um pouco ecológico [risos]. Mas é bacana e aconchegante", descreveu o que viu o zagueiro Luiz Alberto, que substitui o lesionado Manoel. Ele fará dupla de defesa com Naldo, que entra no lugar de Cleberson, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Os últimos retoques na ampliação do Ecoestádio foram realizados ontem. Além da pintura e da preparação das lanchonetes, algumas estruturas metálicas terminaram de ser montadas para abrigar parte da torcida.

Apesar de não ser o reduto oficial atleticano – a previsão de reinauguração da Arena é somente julho de 2013 –, o técnico Ricardo Drubscky elegeu o Janguito como a casa adotiva do Furacão de agora em diante. Local que ele espera ser o divisor de águas da campanha do time na Segundona, permitindo ao Furacão, enfim, voltar ao G4 – mesmo vencendo hoje, ainda não entra no grupo de acesso.

"Jogar aqui é um grande marco para o Atlético. Voltamos para casa. Ainda não é a Arena, mas é Curitiba. O ar aqui é muito bom. Eu já conhecia e tenho certeza de que esse momento vai representar uma fase decisiva para nós na Série B", disse o treinador, outro estreante no estádio ecológico.

Outra novidade a partir de hoje será o horário: 15 horas, em plena terça-feira. Dificuldade extra para o torcedor. Após ter a distância para Paranaguá como adversária recente, agora o horário comercial será o obstáculo para apoiar o Rubro-Negro. Sabendo disso, o comandante fez um apelo aos chefes dos seguidores atleticanos: "Espero que consigam um acordo amigável com os patrões", brincou. Já Luiz Alberto sugere usar um pouco da malandragem. "A torcida tem de vir para apoiar o Atlético, até dar uma escapada do trabalho. Vale a pena fugir."

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