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Atlético age para evitar novo tormento na Série A

Eliminado do Estadual e da Copa do Brasil, clube põe em prática o planejamento para o Brasileiro. Busca por reforços e apoio ao técnico são prioridades

Jogadores do Atlético treinam no CT do Caju: time cumpre tabela no domingo pelo Paranaense e entra desacreditado no Campeonato Brasileiro | Priscila Forone/ Gazeta do Povo
Jogadores do Atlético treinam no CT do Caju: time cumpre tabela no domingo pelo Paranaense e entra desacreditado no Campeonato Brasileiro (Foto: Priscila Forone/ Gazeta do Povo)

Dois tropeços em menos de uma semana esvaziaram os créditos do único representante paranaense na elite brasileira. O título antecipado do rival Coritiba no Para­­naense e a eliminação na Copa do Brasil remontaram um panorama incômodo e conhecido da torcida rubro-negra: um Brasileirão de tormentos.

"O Atlético começará o Cam­­peonato Brasileiro desacreditado e pelo cenário atual vai brigar para não cair", avaliou ontem o colunista da Gazeta do Povo Air­­ton Cordeiro, após o adeus precoce – mas recorrente – diante do Palmeiras.

"Uma eliminação faz o time entrar no Campeonato Brasileiro pressionado", reconheceu o meia Netinho. Apesar de ter aplaudido o empenho da equipe no empate com o Porco, a torcida que lotou a Arena cobrou os reforços na quarta-feira.

"Queríamos conquistar o bicampeonato paranaense e chegar mais longe na Copa do Brasil. Como não atingimos nenhum desses objetivos, ficou evidenciado que precisamos melhorar o desempenho e qualificar o elenco com contratações em determinadas posições. Para tanto, vamos reforçar o nosso time e fazer o que tiver que ser feito para darmos alegria à nossa torcida", prometeu o presidente Marcos Malucelli, no site oficial do clube.

A manutenção do técnico Leandro Niehues no cargo dá continuidade ao trabalho de um profissional que conhece o elenco e assegura uma economia de caixa para o investimento neste reforços pretendidos.

Nomes como Marcelinho Paraíba, do São Paulo, Hugo, do Grêmio, e Renato Abreu, do Al-Shabab (Emirados Árabes), são alguns dos nomes cogitados – nenhum confirmado. Um lateral-esquerdo, dois meias e um atacante são as prioridades (ontem o clube fechou com o armador Pedro Carmona, leia mais na coluna Atleticanas).

Para o colunista da Gazeta do Povo Carneiro Neto, a decepção neste primeiro semestre retrata um problema histórico. "Houve uma revolução no Atlético quando o grupo do Mário Celso Petra­­gila assumiu de 1995 até 2005. Depois disso, inclusive com a participação do Petraglia, mudou-se o conceito. Antes o clube garimpava jogadores como Cocito, Lucas e Adriano e depois vendia por milhões. Não houve adaptação às mudanças exigidas pela Lei Pelé. Hoje o elenco é inchado e mesmo assim não existe um bom time", disse.

Ele faz uma cobrança: "É uma pena porque poucos clubes no país têm a estrutura do Atlético e 25 mil sócios. É preciso ousar e trazer craques. Há quanto tempo a torcida atleticana não vai buscar um ídolo no aeroporto?", indagou.

Para o volante Alan Bahia, além das mudanças (aquisições para o elenco) é necessário trabalho. "A gente vai continuar trabalhando. Se já está difícil assim, imagina se diminuirmos o ritmo", garantiu.

No planejamento extracampo até agora, o Atlético de 2010 reprisou o mesmo mal de temporadas anteriores. Jogadores importantes como Marcinho e Nei foram embora, assim como saíram em outros anos – vide Ferreira, Claiton e Galatto.

O deficitário Campeonato Paranaense também adiou a formação de uma equipe mais competitiva. Pelo baixo nível técnico da competição, a tradição e a estrutura garantiram ao clube algum destaque. Mas as deficiências ficaram expostas com a saída na Copa do Brasil.

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Pelo que se viu durante o Paranaense, o que se pode esperar do Atlético na Série A?

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