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Brasileiro

Atlético agora trabalha para renovar com o coringa Nei

Lateral diz ter proposta de “cinco ou seis equipes do país” e pede alto para ficar na Baixada. Clube oferece três anos de contrato ao jogador

Atlético ofereceu ontem um contrato de mais três anos para o lateral-direito Nei. Fim do vínculo deixaria o jogador livre a partir de janeiro | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
Atlético ofereceu ontem um contrato de mais três anos para o lateral-direito Nei. Fim do vínculo deixaria o jogador livre a partir de janeiro (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)

A primeira reunião da diretoria do Atlético com o lateral-direito Nei para tentar a renovação do contrato do jogador não surtiu o resultado desejado pelo clube. O camisa 2 não acertou e entrou na última semana de Campeonato Brasileiro sem saber qual será o seu destino no ano que vem.

O vínculo de Nei com o Fura­­cão vai até 31 de dezembro e a intenção da cúpula da Baixada é a de fechar com o coringa por mais três anos. No entanto, há uma diferença financeira entre a pedida do atleta e o proposto pela direção atleticana.

"Não me comparo a ninguém, vejo apenas o meu trabalho, mas se cinco ou seis equipes do país e mais algumas de fora estão atrás de mim é porque fiz um bom trabalho e mereço ser valorizado", afirmou ele, por telefone, logo após deixar o encontro que du­­rou mais de três horas na Arena da Baixada.

Especula-se que Grêmio e Internacional são duas das equipes que já fizeram consultas ao empresário do atleta (Joseph Lee). Nos bastidores, a informação é de que o jogador está pedindo R$ 600 mil de luvas e mais R$ 60 mil mensais para permanecer no Rubro-Negro. Salários da faixa dos experientes Marcinho e Paulo Baier.

"Digo para você que nem é essa questão financeira. Tem mais coisa pegando que estamos conversando para tentar resolver. A conversa foi bem produtiva, agora se vou ficar ou não, eu não sei", admitiu Nei, sem falar em valores, e dizendo não saber quando um novo encontro irá ocorrer.

Na reunião de ontem, além de Nei, um representante de seu agente, o diretor de futebol Ocimar Bolicenho e o presidente Marcos Malucelli iniciaram as conversas. Mas como a pendenga era monetária, só com a presença do vice-presidente Enio Fornea (responsável pelas finanças) a negociação evoluiu.

"É uma questão de acomodar algumas situações. Creio que vá dar tudo certo", disse o otimista Bolicenho ao deixar o encontro.

No entanto, por ora ainda não há definição e as declarações de Nei logo após a vitória sobre o Botafogo, no domingo, dizendo que pode ter feito sua última partida na Arena, assustam a torcida.

A reportagem tentou falar com Malucelli para comentar o assunto, mas o dirigente entrou em uma reunião de diretoria logo após o encontro com Nei e não pôde atender.

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