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Zagueiro João Leonardo entra no lugar de Danilo, que está suspenso. Jancarlos também é desafalque | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Zagueiro João Leonardo entra no lugar de Danilo, que está suspenso. Jancarlos também é desafalque| Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo

Vítima dos próprios erros, o Atlético transformou um jogo fácil contra um adversário frágil em novo deslize em casa. O esperado reencontro com a vitória não passou de um empate por 1 a 1, que reanimou o ameaçado Náutico e aumentou a agonia caseira. A Arena não vê um triunfo rubro-negro há 46 dias. O Caldeirão esfriou de vez.

Enfraquecido como mandante, o próximo jogo longe da Baixada seria um alívio ao Furacão. Mas a tabela coloca no caminho logo o Botafogo, líder do Campeonato Brasileiro. O confronto está marcado para sábado, em Brasília, mas pode ser transferido para domingo dependendo do compromisso do Brasil pela Copa América.

Até lá, Antônio Lopes, que ultrapassou ontem a marca de Telê Santana e chegou a 395 jogos no Nacional (só perde para Vanderlei Luxemburgo, com 396), terá de montar um novo ataque. O técnico perdeu Dênis Marques, negociado para o Japão, e Alex Mineiro, expulso após uma cotovelada desnecessária.

Cansado de apanhar no Brasileiro, o então vice-lanterna veio para Curitiba escaldado. A missão do Náutico era pelo menos evitar novo vexame, como o da última rodada, quando tomou 4 a 1 do Sport, perdeu o técnico e fez a limpa no elenco dispensando cinco jogadores.

O estreante Roberto Fernandes escalou então três zagueiros e três volantes. O resultado foi um time de marcação forte e criatividade zero. Para piorar, perdeu o goleiro Fabiano aos 12 minutos. Ele sofreu afundamento no osso da face após um choque com Alex Mineiro, mas passa bem.

O Timbu não esboçava nenhum perigo até ganhar uma ajuda incrível do Atlético. Ou melhor, duas. Um recuo involuntário de bola de João Leonardo foi defendido com as mãos pelo goleiro Guilherme e o árbitro Marcelo Lima Henrique marcou falta na área. Os pernambucanos conseguiram desperdiçar a cobrança, mas tiveram nova mãozinha atleticana. Na tentativa de defesa, Gustavo chutou e a bola desviou no rosto de Michel, aos 24.

A torcida não perdoou. Como de costume, voltou vaiar o lateral-esquerdo e perdeu a paciência com o camisa 1. O jovem goleiro, que havia falhado também na eliminação da Copa do Brasil, contra o Fluminense, acabou perseguido em boa parte da partida. "Achei que foi um lance involuntário, não um recuo, por isso defendi", justificou o arqueiro.

Certo ou não na intenção, o erro foi fatal. "Falta mais persistência e personalidade para jogarmos aqui. Era um jogo que poderia ser fácil e a gente conseguiu complicar. Nós mesmos fizemos o gol deles", lamentou o atacante Alex Mineiro.

O vexame atleticano não foi maior graças a Pedro Oldoni. O atacante começou a partida no banco, entrou na vaga de Cristian e garantiu o gol de empate, aos 7 do segundo tempo. O lance não poderia vir em melhor hora. Sem Dênis Marques, o jogador vê enfim a chance de se firmar no Furacão. Pelo menos alguém do Atlético saiu de campo satisfeito.

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Em CuritibaAtlético 1 x 1 Náutico

AtléticoGuilherme; Nei, João Leonardo, Gustavo e Michel (Válber); Alan Bahia, Erandir, Cristian (Pedro Oldoni) e Edno; Alex Mineiro e Dinei (Rogerinho). Técnico: Antônio Lopes.

Náutico Fabiano (Rodolpho); Alysson, Onildo e Hamilton; Sidny, Daniel Paulista, Vágner Rosa (Júlio César), Elicarlos, Daniel Sobralense (Felipe) e Toninho; Kuki. Técnico: Roberto Fernandes.

Estádio: Kyocera Arena.Árbitro: Marcelo Lima Henrique (RJ).Gols: Michel (A, contra), aos 24 do 1.º tempo; Pedro Oldoni (A), aos 7 do 2.º tempo. Amarelos: Cristian (A); Hamilton, Toninho, Sidny, Onildo e Felipe (N). Vermelho: Alex Mineiro (A). Público total: 6.156 pessoas. Renda: R$ 110.030,00.

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