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Brasileiro

Atlético batalha para suplantar zona morta

Setor nebuloso na tabela tem sido habitát comum ao Furacão

Volante Valencia volta com moral e a confiança do treinador Antônio Lopes | Albari Rosa / Gazeta do Povo / Arquivo
Volante Valencia volta com moral e a confiança do treinador Antônio Lopes (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo / Arquivo)

Pouco à frente dos desesperados e atrás de virtuais classificados a um calendário internacional em 2008. A zona morta da tabela do Campeonato Brasileiro (da 13.ª a 16.ª posição) é o reduto atleticano nas últimas quatro rodadas e de onde o time tentará se afastar essa noite, no jogo contra o Cruzeiro. O confronto começa mais cedo, às 19h30, na Arena.

A oscilante campanha rubro-negra mantém a equipe na faixa de classificação na qual nada se ambiciona e ainda há o risco de ser superada pelos concorrentes e acabar empurrada à zona de rebaixamento. O setor nebuloso da classificação tem sido um habitát cada vez mais comum ao Furacão.

Ano passado, por exemplo, por apenas três rodadas o time conseguiu ficar entre os dez melhores da competição. A vaga na Copa Sul-Americana deste ano, garantida com a 13.ª posição, veio graças às campanhas de Flamengo e Inter, responsáveis por alargar a faixa de classificação à competição continental.

Não fosse isso, o Atlético teria passado 26 rodadas entre o nada e o lugar nenhum e sem participação no evento – com início marcado para o dia 15, contra o Vasco.

Em 2005, a situação foi ainda pior. A equipe só deslanchou no Nacional após o vice-campeonato na Copa Libertadores. O torneiro consumiu todas as energias e relegou o time aos últimos lugares no Brasileiro. Tanto que o Atlético abandonou definitivamente a zona de rebaixamento apenas na 15.ª rodada. No final, conseguiu uma arrancada e terminou em sexto.

"Não estamos desesperados, mas é uma situação de alerta. Perdemos pontos demais, principalmente em casa. Temos de entrar na faixa de classificação à Sul-Americana ou à Libertadores e não sair mais", afirmou o capitão Danilo, de volta ao time após cumprir suspensão.

O Rubro-Negro tenta reagir enquanto a distância é transponível. "Precisamos de uma seqüência, duas vitórias nos colocariam lá em cima", completou o jogador. O time está a apenas cinco pontos do Grêmio, quarto na tabela.

O problema é conseguir duas vitórias seguidas, feito só visto nas primeiras partidas do Brasileiro. De lá para cá, a vida atleticana é uma gangorra, que chegou no ponto mais baixo na última rodada. A derrota para o o América-RN, por 2 a 1, não está digerida.

"O baque foi grande. Com todo respeito aos jogadores que estão lá, o América vai roubar poucos pontos na competição. E foi a primeira derrota deles em casa", lamentou o Danilo, tentando afastar o abatimento latente para ajudar o time a reviver hoje.

Na TV: Atlético x Cruzeiro, às 19h30, no Premiere.

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Em CuritibaAtlético x Cruzeiro

AtléticoGuilherme; Nei, Danilo, Gustavo e Edno; Alan Bahia Valencia, Claiton e Ferreira; Alex Mineiro e Dinei. Técnico: Antônio Lopes.

CruzeiroFábio; Jonathan, Émerson, Thiago Heleno e Fernandinho; Ramires, Léo Silva, Maicosuel e Wagner; Guilherme e Araújo. Técnico: Dorival Júnior.

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