
Cuca ou Vágner Mancini. Um dos dois será o novo técnico do Atlético. A definição não deve passar do início da tarde de hoje, quando a delegação rubro-negra segue de ônibus para Londrina, onde enfrenta o Fluminense, domingo, no Estádio do Café, cumprindo perda de mando. Após tentar Emerson Leão e receber não como resposta (por problemas particulares só deve voltar ao futebol em 2010), a cúpula da Baixada não desistiu de ter um treinador com prestígio e passagem por grandes equipes.
"Eu não quero fazer apostas. Prefiro a experiência nesse momento", disse o presidente Marcos Malucelli.
Os dois nomes favoritos para substituir Waldemar Lemos possuem empecilhos que impediram o acerto ontem, como pretendia a diretoria. Mancini quer trazer uma comissão técnica inteira para o CT do Caju. Fábio Mello, empresário do técnico, confirmou o convite atleticano, mas descartou que o acerto esteja próximo.
Já Cuca, demitido pelo Flamengo na semana passada, afirmou que inicialmente preferia descansar e esfriar a cabeça após oito desgastantes meses na Gávea. No entanto, depois da negativa de Leão, a direção rubro-negra intensificou a pressão para convencer o curitibano a ficar na cidade também tem sondagens do exterior.
O novo comandante terá de administrar um elenco que tem cinco jogadores afastados pela diretoria a partir de hoje. O lateral-direito Alberto, o zagueiro Antônio Carlos, o volante Zé Antônio, o meia Netinho e o atacante Rafael Moura estão fora das próximas rodadas do Brasileiro.
Nenhum deles tem prazo para voltar. Oficialmente, por problemas de condicionamento físico. No início da noite de ontem, a reportagem telefonou para Netinho e Rafael Moura com a intenção de repercutir o assunto. Ambos alegaram que não haviam sido avisados sobre a decisão da diretoria.
"Chegamos de viagem, treinei e só vi que não estou relacionado (para o jogo com o Fluminense). Mas não fui informado sobre isso (afastamento)", alegou o He-Man. "Só posso dar uma posição quando souber de algo", afirmou Netinho.
Retornando de uma operação no púbis, Netinho tem participado dos treinos, mas ainda não tem condição de jogo. Na entrevista coletiva em que se despediu do Furacão (após a derrota para o Goiás, na quarta-feira), Waldemar Lemos foi questionado sobre um desentendimento com o meia.
"Tive um problema particular, mais a contusão e o Waldemar me auxiliou. Não houve nenhum tipo de problema", negou o jogador.
No entanto, ainda em Goiânia, o diretor de futebol Ocimar Bolicenho falou em providências quanto ao grupo de jogadores. Nos bastidores, comenta-se que há problemas de relacionamento no plantel.
"Estamos afastando esses jogadores por questões físicas. Queremos que fiquem aprimorando esta parte para melhorar a parte técnica", disse o presidente Marcos Malucelli, em entrevista à Rádio Transamérica, negando que há também motivos disciplinares.
O preparador físico Riva Carli comanda os trabalhos de hoje pela manhã e também dirige a equipe frente ao Flu.



