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Brasileiro

Atlético deve escolher hoje entre Cuca e Vágner Mancini

Primeira opção, Leão recusou o convite por problemas particulares. Novo técnico irá encontrar um grupo com cinco jogadores afastados

Em má fase, atacante Rafael Moura é um dos jogadores afastados pela diretoria para cuidar da forma física: jogador não sabia do afastamento | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Em má fase, atacante Rafael Moura é um dos jogadores afastados pela diretoria para cuidar da forma física: jogador não sabia do afastamento (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)

Cuca ou Vágner Mancini. Um dos dois será o novo técnico do Atlético. A definição não deve passar do início da tarde de hoje, quando a delegação rubro-negra segue de ônibus para Londrina, onde enfrenta o Fluminense, do­­mingo, no Estádio do Café, cumprindo perda de mando. Após tentar Emerson Leão e receber não como resposta (por problemas particulares só deve voltar ao futebol em 2010), a cúpula da Baixada não desistiu de ter um treinador com prestígio e passagem por grandes equipes.

"Eu não quero fazer apostas. Prefiro a experiência nesse mo­­mento", disse o presidente Mar­­cos Malucelli.

Os dois nomes favoritos para substituir Waldemar Lemos possuem empecilhos que impediram o acerto ontem, como pretendia a diretoria. Mancini quer trazer uma comissão técnica inteira para o CT do Caju. Fábio Mello, empresário do técnico, confirmou o convite atleticano, mas descartou que o acerto esteja próximo.

Já Cuca, demitido pelo Fla­­mengo na semana passada, afirmou que inicialmente preferia descansar e esfriar a cabeça após oito desgastantes meses na Gávea. No entanto, depois da ne­­gativa de Leão, a direção rubro-negra intensificou a pressão para convencer o curitibano a ficar na cidade – também tem sondagens do exterior.

O novo comandante terá de administrar um elenco que tem cinco jogadores afastados pela diretoria a partir de hoje. O lateral-direito Alberto, o zagueiro Antônio Carlos, o volante Zé Antônio, o meia Netinho e o atacante Rafael Moura estão fora das próximas rodadas do Bra­­sileiro.

Nenhum deles tem prazo para voltar. Oficialmente, por problemas de condicionamento físico. No início da noite de on­­tem, a reportagem telefonou para Netinho e Rafael Moura com a intenção de repercutir o assunto. Ambos alegaram que não haviam sido avisados sobre a decisão da diretoria.

"Chegamos de viagem, treinei e só vi que não estou relacionado (para o jogo com o Flu­­minense). Mas não fui informado sobre isso (afastamento)", alegou o He-Man. "Só pos­­so dar uma posição quando souber de algo", afirmou Ne­­t­­inho.

Retornando de uma operação no púbis, Netinho tem participado dos treinos, mas ainda não tem condição de jogo. Na entrevista coletiva em que se despediu do Fura­­cão (após a derrota para o Goiás, na quarta-feira), Wal­­demar Lemos foi questionado sobre um desentendimento com o meia.

"Tive um problema particular, mais a contusão e o Wal­­demar me auxiliou. Não houve nenhum tipo de problema", negou o jogador.

No entanto, ainda em Goiâ­­nia, o diretor de futebol Ocimar Bolicenho falou em providências quanto ao grupo de jogadores. Nos bastidores, comenta-se que há problemas de relacionamento no plantel.

"Estamos afastando esses jogadores por questões físicas. Queremos que fiquem apri­­mo­­rando esta parte para me­­lhorar a parte técnica", disse o presidente Marcos Ma­­lucelli, em entrevista à Rádio Tran­­samérica, negando que há também motivos disciplinares.

O preparador físico Riva Carli comanda os trabalhos de hoje pela manhã e também dirige a equipe frente ao Flu.

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