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Série B

Atlético encara a 'hora do forasteiro'

Além de vencer todas em casa, Furacão precisa de seis pontos longe da torcida para garantir o aceso. Rival de hoje é o Bragantino fora

Papinha estava cheia de larvas e fungos | Lucas Fabrício Salamon / Divulgação
Papinha estava cheia de larvas e fungos (Foto: Lucas Fabrício Salamon / Divulgação)

Vencer fora de casa nunca foi tão importante para o Atlé­­tico nesta Segundona como nas seis partidas que tem longe de Curitiba até o fim da com­­petição. Com o alto aproveitamento de pontos da turma de cima, confiar apenas em seis vitórias no Ecoestádio provavelmente não será suficiente para garantir o acesso. Por isso, somar três pontos neste sábado (29) diante do Bragantino é fundamental.

Até porque a partida, às 16h no Está­dio Nabi Abi Chedid, em Bra­­gan­­ça Paulista, vale o retorno do Atlético ao G4. Como o São Caetano perdeu ontem para o Paraná, por 2 a 1, um triunfo do Rubro-Ne­­­­­­gro é o suficiente para garanti-lo, por ora, entre os quatro da zona de acesso.

Além dessa conquista tem­­po­rária, uma vitória é crucial para alcançar a volta à elite. Com 46 pontos, a matemática obriga o Furacão a alcançar pe­­lo menos oito vitó­­rias em 12 jogos para subir sem sofrimento e sem precisar secar os adversários. Ou seja, é recomen­da­­do que, além de 100% de aproveitamento em casa, passe por dois adversários longe dos seus domínios.

Caso perca pontos no Eco­­estádio, a responsabilidade como forasteiro aumentará – em casa recebe América-MG, Avaí, Guarani, Guaratinguetá, América-RN e Paraná.

"A pontuação [mínima para subir] neste ano vai ser um pouco maior. São seis ou sete clubes brigando sem dar chances para os outros. A não ser que aconte­­ça algo diferente nessas 12 jornadas, [a pontua­ção] deve chegar a 67 ou 68, no mínimo. Temos a possibilidade de fazer mais de 80, então vamos brigar para isso", projeta o técnico Ricardo Drubscky – a média da era de pontos corridos, desde 2006, é de 62 pontos para a promoção.

O lado positivo é que o Ru­­bro-Negro é o terceiro melhor visitante, com 48% de aproveitamento em 13 jogos. Só perde para São Caetano (69%) e Vitória (64%). Em contrapartida, terá três confrontos com concorrentes diretos fora de casa, contra o lí­­der Vitória, o vice Criciúma e o 4.º colocado São Caetano. Por isso, vale fazer gordura contra Bragantino, ABC e ASA para não perder a margem de manobra.

Margem que Drubs­­cky tem sentido falta, já que as oito vitórias nas últimas 11 rodadas não colocaram o Atlé­­tico no G4. "É muito estressan­te estar sempre correndo para pegar os [times] da frente e não deixar os de trás nos pegar. Di­­vidimos essa responsabilidade com todos os outros candidatos [ao acesso]. O grupo que estiver mentalmente preparado e com elenco bem treinado vai ganhar essa corrida", analisa.

Ao vivoBragantino x Atlético, às 16 horas, na RPC TV e no lance a lance da Gazeta do Povo.

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