
O Atlético recorre novamente à Colômbia na tentativa de montar um time forte, capaz de ganhar a Copa do Brasil e voltar à Libertadores ponto alto do planejamento rubro-negro para 2010.
A estratégia deu certo com Valencia, ainda no clube, e Ferreira, reemprestado recentemente ao FC Dallas, dos Estados Unidos, dois dos principais jogadores da história recente do Furacão. Porém, as passagens de Marin, Viáfara, Herrera e Dayro Moreno pela Baixada não chegaram a empolgar.
Os colombianos da vez a tentar a sorte no Atlético são o zagueiro Samuel Vanegas, de 33 anos, e o atacante Jorge Serna, 30, apresentados oficialmente ontem, no CT do Caju. A dupla foi indicada pelo ex-técnico Borba Filho, consultor informal do clube, e endossada por Leandro Niehues, auxiliar de Antônio Lopes.
Tímidos e com dificuldade de comunicação por causa do idioma, falaram pouco. O suficiente para elogiar a organização do novo time repetindo o discurso dos compatriotas. Serna até que se arriscou um pouco mais.
Autor de um dos gols na vitória do Independiente Medellín por 4 a 0 sobre o Rubro-Negro na Libertadores de 2005 (na Arena), o centroavante fez uma breve explanação sobre a nova casa. "Sei que é uma equipe muito bem estruturada, com bons jogadores... Foi campeão do Brasil e participou da Copa Liberadores", ressaltou ele, quase um cidadão do mundo, com passagens por Itália, Uruguai, Chile, Espanha, Venezuela, Equador e Peru.
Com um espanhol de difícil compreensão, Vanegas preferiu a precaução. Para evitar qualquer mal-entendido, o defensor não quis se aprofundar sobre o Paranaense, nomenclatura usada por ele para se referir ao Rubro-Negro. "Minha trajetória foi toda no futebol colombiano", desviou, esperando com ansiedade o retorno de Valencia para iniciar um "intensivão" sobre o Atlético. "A chegada do Valencia pode nos ajudar, pois está há muito tempo aqui. Nunca conversamos. Sei que está na Colômbia, mas não sei quando vai chegar. Espero que venha o mais rápido possível", emendou, no único momento de descontração da entrevista. Resolvendo problemas particulares no país natal, o volante deve se incorporar apenas hoje ao restante do grupo.
Marcos Malucelli, presidente do Furacão, demonstra muita confiança nos reforços, os únicos até o momento. O dirigente não revela, mas admite que o clube precisou colocar a mão no bolso para trazê-los. "Um investimento que poucos poderiam fazer", afirmou, sem revelar valores.
Por causa de questões burocráticas relacionadas ao visto de trabalho, os dois não sabem quando poderão estrear.



