
A pré-temporada do Boca Juniors em Curitiba, que encerra hoje, após 12 dias, é o principal passo do Atlético para fortalecer a estrutura do CT do Caju no cenário internacional e transformá-lo em uma das principais receitas do clube. E as metas são ousadas.
A médio prazo, além de equipes de ponta da América do Sul como o próprio Boca e o paraguaio Cerro Porteño, que em janeiro também fez pré-temporada no centro de treinamentos atleticano , o clube pensa em atrair equipes europeias. O local é endereço praticamente certo de algumas das seleções que disputarão o Mundial de 2014, a exemplo do Brasil, que antes de embarcar para a África do Sul, em 2010, usou a estrutura.
"Nós pesquisamos e descobrimos onde há demanda. Apresentamos a estrutura e acertamos o tempo de estada. Os valores são definidos entre as diretorias", explica o coordenador do departamento de Relações Internacionais do Atlético, Rafael Andrade.
Ano passado, conforme edital de balanço do Furacão, o CT rendeu R$ 1,9 milhão ao cofre rubro-negro, com pré-temporadas de equipes e seleções e intercâmbio de atletas nacionais e estrangeiros das categorias de base. Em 2009, o clube faturou R$ 1,2 milhão. No caso de grupos maiores, o Furacão disponibiliza comissão técnica à parte. Norte-americanos, asiáticos e australianos estão entre os intercambistas mais frequentes.
Antes de vir a Curitiba, a diretoria do Boca afirmou que a pré-temporada fora de Buenos Aires seria por causa do frio rigoroso do inverno argentino. Entretanto, avisa Andrade, os hermanos foram informados de que assim como lá, a temperatura aqui estaria tão baixa quanto ou até mais.
"Informamos tudo sobre o clima. Eles ficaram espantados é com a estrutura. E o bom de um clube de ponta mundial, como o Boca, é que nós também aprendemos trocando experiências", afirma Andrade.
O CT do Caju causou boa impressão à equipe do ex-camisa 10 da seleção argentina, Juan Román Riquelme. O presidente do Boca, Jorge Amor Ameal, chegou a cogitar um convênio com o Furacão. "Temos poucas boas estruturas na Argentina. O Atlético tem de ficar orgulhoso do que tem. Escolhemos pela estrutura e privacidade", considera Ameal.




