Se não fossem as vitórias de Corinthians e Atlético-MG, o Furacão já poderia afirmar que a partir de agora pensa em Copa Sul-Americana ou, aí já vira sonho distante, disputar uma vaga para a Libertadores da América. Mas os resultados positivos de dois times que brigam pelo rebaixamento não autorizam o Atlético a esquecer a degola.
Até porque a distância é de apenas quatro pontos, e ainda faltam oito rodadas para o término do Campeonato Brasileiro. Sendo assim, embora a equipe tenha praticamente cumprido a meta estabelecida na chegada de Ney Franco, não foi o suficiente.
Contra o Juventude, na próxima sexta-feira, dia 12, a vontade na Baixada é que o passo definitivo seja dado. "O Juventude vive um momento difícil (19.º colocado, 30 pontos). Porém, mais do que nunca sabemos que essa vitória pode ser o diferencial para a gente. É o jogo para se distanciar de vez e tentar algo melhor na competição", acredita o zagueiro Antônio Carlos.
"Temos que esperar o término da rodada e dar uma sentada com o grupo amanhã (hoje), para reavaliar o nosso trabalho", revela o técnico Ney Franco. Quando chegou ao Atlético, o mineiro estabeleceu o confronto com o Vasco como marco para redefinir o papel do clube na competição.
Sobre o jogo de ontem, decidido no famoso "apagar das luzes", o treinador ressalta a qualidade do adversário. "Você não pode sair de uma partida dessa sem analisar que pegamos um time muito bom na parte defensiva. Tivemos de ter muita paciência. Saio satisfeito com os três pontos. Se a equipe não deu show, foi muito competitiva", diz Franco.
Por sua vez, o meia Netinho exaltou a participação da torcida e a ousadia de seu treinador, que realizou duas substituições que resultaram em uma alteração ousada no esquema atleticano. "Foi uma boa mexida do Ney, ele acreditou na equipe, mostrou que confia no grupo que tem. Agora temos que melhorar nossa campanha fora de casa contra o Juventude". (AP e MR)



