Sete anos depois e com novos atores, o Atlético ensaia a reprise da campanha estadual de 2000. O enredo rubro-negro não é original. Um ataque poderoso, atuações divididas entre Ventania e Furacão e igual fórmula de disputa. O cenário é o mesmo, bem como o "diretor" Oswaldo Alvarez.
Para não fugir ao script, falta o título. O antepenúltimo ato começa hoje, contra o Cianorte, às 16 horas, na largada da segunda fase do campeonato. Após o jogo no Albino Turbay, o time enfrentará ainda Rio Branco e Paranavaí para tentar chegar às semifinais e finais.
A proximidade entre os enredos começa com o comando de Vadão nas duas temporadas e na necessidade de o clube priorizar mais de uma competição. Em 2000, o Atlético ingressava pela primeira vez na cobiçada Libertadores (tinha ainda Copa do Brasil e Copa Sul-Minas). Este ano o compromisso é menos glorioso, a Copa do Brasil.
A solução para ambos os casos foi confiar aos reservas o início da disputa caseira e ter a participação especial dos titulares nos momentos decisivos. Naquele ano, o Ventania ficou na ativa durante toda a fase classificatória (só não jogou os clássicos) e acumulou sete vitórias, um empate e uma derrota.
Clássicos no mata-mata
A atuação dos coadjuvantes atuais foi mais curta e mais modesta, com três vitórias, dois empates e três derrotas. Mas o suficiente para colocar o clube na segunda colocação com um bônus importante: não encarar os maiores rivais nesta fase. Uma obrigação da qual o Furacão 2000 também escapou.
O que mais aproxima as duas histórias, entretanto, é o ataque. "Acho que não dá para equiparar individualmente. Por outro lado, são dois times velozes e que marcam muitos gols. Para mim é um privilégio trabalhar com equipes assim", compara Vadão.
Título é fundamental
Ele conseguiu reprisar esse ano um quadrado ofensivo menos badalado, mas quase tão poderoso o formado por Adriano, Kelly, Kléber e Lucas.
"Aquele time tinha conquistado a seletiva para a Libertadores e vinha completamente motivado e entrosado. Esse começou a jogar junto agora", acrescenta o treinador.
Com o quarteto Evandro, Ferreira, Dênis e Alex em campo, o Atlético chegou a 33 gols em 12 jogos. Média de 4,12 por jogo capaz de superar até mesmo a marca história do Furacão de 1949, de 4,8. Façanha que, para Vadão, só terá validade com o título regional.
"Aquele time foi valorizado pelos títulos. Esse tem jogado bem, feitos os gols, só que precisa ser campeão. Ou as goleadas não valerão de nada."
Em Cianorte
Cianorte x Atlético
Cianorte
Danilo; Willian, Montoya e Fábio; Daniel Marques, Aroldo, Marquinhos, Dudu e Fernandinho; Didi e Dill.Técnico: Cláudio Tencati.
Atlético
Cléber; Jancarlos, Danilo, Marcão e Michel; Alan Bahia, Erandir, Evandro, Ferreira; Dênis Marques e Alex Mineiro.Técnico: Oswaldo Alvarez.
Estádio: Albino Turbay. Horário: 16 horas. Árbitro: Heber Roberto Lopes. Auxis.: Ildefonso Trombeta e Wilson Aparecido Brito.



