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Brasileiro

Atlético leva a sua batalha para a Arena

Após abrir o marcador, Furacão cede a virada e agora se obriga a vencer o Flamengo, na Baixada, para seguir na elite sem depender de terceiros

Unidos contra a degola: jogadores do Atlético fazem uma corrente antes da partida no Aflitos. Derrota complica, mas rubro-negros seguem dependendo de si para escapar. | Albari Rosa, enviado especal/ Gazeta do Povo
Unidos contra a degola: jogadores do Atlético fazem uma corrente antes da partida no Aflitos. Derrota complica, mas rubro-negros seguem dependendo de si para escapar. (Foto: Albari Rosa, enviado especal/ Gazeta do Povo)
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Ninguém na Baixada queria que fosse assim. Porém, com a derrota para o Náutico por 2 a 1, ontem, não tem outra alternativa. Para garantir a permanência na Primeira Divisão do Brasileiro, sem depender de outros resultados, o Atlético terá de buscar uma vitória contra o Flamengo, em casa, na última rodada.

"Agora teremos uma semana de definição, de ansiedade. Vamos encarar uma partida difícil, com um time que está buscando a Libertadores. Todo mundo vai lutar pela vida", resumiu o técnico Geninho, sobre a tarefa que restou ao Furacão.

Situação decorrente da incapacidade de a equipe superar, ontem, a sua Batalha dos Aflitos particular. Igualmente ameaçado pela degola, o Timbu classificou o confronto com todos os clichês disponíveis: "decisão de Copa do Mundo", "duelo de vida ou morte", "ou vai ou racha".

E, extremamente mobilizado, conquistou os três pontos, empurrado pela força de um estádio completamente lotado e uma torcida vibrante. Contando, ainda, com o forte calor de Recife e a expulsão rigorosa do atleticano Ferreira, logo no início do primeiro tempo.

"Faltou um homem a mais para a gente, para equilibrar. Ficou complicado suportar o ritmo do Náutico e o calor, o Atlético não estava acostumado. Eles tiveram mais volume", comentou o treinador.

Penúltimo capítulo de um time que chegou a ser encarado como virtualmente rebaixado e, inesperadamente, reagiu. Há seis rodadas o Rubro-Negro não sabia o que era perder: venceu quatro e empatou dois jogos.

Embora o insucesso tenha ocorrido, a equipe mostrou diante do Alvirrubro pernambucano, em cenário completamente desfavorável, a mesma valentia que a impulsionou para a recuperação. E necessitar apenas de suas próprias forças é tudo o que se poderia querer na briga para escapar da Segunda Divisão em 2009.

"Bom que ainda dependemos de nossas forças. Eu peguei o time na zona do rebaixamento e, se o campeonato terminasse hoje, estaríamos fora, mesmo com os adversários diretos vencendo", declara Geninho.

Naturalmente, não passa pela cabeça dele contar com a incompetência dos concorrentes na chance derradeira. Mas, para prosseguir na elite no ano que vem, o Atlético deve concluir a competição com o mesmo resultado de Vasco e Figueirense.

Por exemplo, em caso de empate da dupla, bastará um ponto frente ao Urubu. A dificuldade é que, enquanto recebe um oponente ainda vivo, cariocas e catarinenses enfrentam no domingo os desinteressados Vitória e Internacional, respectivamente.

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