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Paranaense

Atlético na porta do céu, Paraná na porta do inferno

Vitória no clássico deixa o Furacão com quatro pontos de vantagem na liderança e empurra o Tricolor para a beira da zona de rebaixamento

A bola morre no ângulo superior esquerdo do goleiro paranista Ney (foto maior e no detalhe, à esquerda), obra de Zé Antônio (detalhe, à direita), que abriu o placar na Arena. | Rodolfo Bührer e Albari Rosa/ Gazeta do Povo
A bola morre no ângulo superior esquerdo do goleiro paranista Ney (foto maior e no detalhe, à esquerda), obra de Zé Antônio (detalhe, à direita), que abriu o placar na Arena. (Foto: Rodolfo Bührer e Albari Rosa/ Gazeta do Povo)
Escolado após o pênalti cometido sobre Júlio César no primeiro tempo, o volante paranista Agenor se apressou a alegar inocência na disputa de bola com Marcinho. |

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Escolado após o pênalti cometido sobre Júlio César no primeiro tempo, o volante paranista Agenor se apressou a alegar inocência na disputa de bola com Marcinho.

Ficha técnica |

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Ficha técnica

Líder invicto, quatro pontos na frente do segundo colocado e dono do melhor ataque do Campeonato Paranaense, o Atlético complicou de vez a situação de um dos maiores rivais na competição.

Com a vitória por 2 a 1 sobre o Paraná, o Rubro-Negro deixou o time do técnico Paulo Comelli em posição temerária na tabela: 12º na classificação, apenas no saldo de gols livre da zona de rebaixamento, 33% de aproveitamento em 21 pontos disputados.

A sete rodadas para o fim da primeira fase, os paranistas tentam a reabilitação na quinta-feira, quando recebem o Cianorte, na Vila Capanema. Na mão oposta, o Furacão (18 pontos em 8 jogos) intensifica a busca por dois pontos extras – bonificação dada ao melhor time no octogonal decisivo – frente ao Iguaçu, quarta-feira, em União da Vitória.

"É preciso demonstrar mais empenho, garra e luta. A competição está se afunilando e a coisa vai ficar difícil. Necessitamos mais do que nunca da vitória no próximo jogo", verificou o zagueiro João Paulo, ainda no gramado da Baixada.

Diante do fantasma à porta do Durival Britto, Comelli voltou a pedir reforços. "Precisamos de jogadores de velocidade no ataque", cobrou. Manteve o discurso de cautela aos pratas da casa. "Não adianta colocar os garotos nessa situação." E, por fim, na ausência de soluções práticas, soltou: "Vamos colocar (em campo) o que tem aí..."

Já Geninho esbanjou serenidade. Primeiro, o técnico atleticano fez questão de afastar crise no clube. "Aqui não tem isso". Depois, bem ao contrário do comandante tricolor, mostrou confiança no seu elenco. "Contratar, no início da temporada, seria dizer que tudo foi feito errado até agora."

O Atlético usufrui de situação invejável no regional. Mesmo com uma partida a mais do que o Coritiba (o segundo colocado), os rubro-negros voltam a ter o melhor rendimento da primeira fase – graças à derrota do Coxa para o Engenheiro Beltrão (3 a 0, sábado). E brigam, além do bônus de pontos dado ao campeão da fase, por uma ajuda decisiva no tapetão.

Possivelmente na próxima semana, os advogados do clube esperam que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) faça valer a literalidade do artigo 9º do campeonato: "(...) As oito equipes classificadas se enfrentam em turno único, com mando de campo da equipe que tiver melhor classificação geral na fase anterior da competição". Ou seja: se ficar na ponta, faria na Arena os sete jogos finais.

Para desfrutar de tal condição na tabela, o Atlético abriu ontem o placar aos 4 minutos, com Zé Antônio cobrando falta. Ainda no primeiro tempo, ampliou com Rafael Moura, de pênalti, aos 32. E soube se segurar na defesa, mesmo após Agenor, aos 10 da etapa final, descontar para o Paraná.

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Craque

Ferreira

Continua devendo, mas se destacou pela mobilidade e por belas jogadas de efeito.

Bonde

Osmar

Ficou o tempo todo em campo e levou o prêmio pelo conjunto da obra. Menção para o atleticano Alberto.

Guerreiro

Agenor

Começou na defesa, foi para a armação e comandou o Paraná em campo. Se não fosse o pênalti...

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