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Libertadores

Atlético desafia mística de alçapão chileno, ‘onde a Católica não perde’

Conheça o San Carlos de Apoquindo, o último e definitivo alçapão da Universidad Católica, adversária do Atlético na Libertadores

 | Julio Filho/Gazeta do Povo
(Foto: Julio Filho/Gazeta do Povo)

Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, palco de @atleticoparanaense e Universidad Católica nesta quarta.

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É subindo as ladeiras de um pacato bairro repleto de casarões e condomínios fechados de classe alta que se chega ao San Carlos de Apoquindo, na comuna de Los Condes, região nordeste de Santiago, capital do Chile.

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Cercado pelas Cordilheiras dos Andes, o acanhado estádio com capacidade para 14 mil torcedores sentados será o palco da partida mais importante do Atlético no ano até o momento, decidindo seu futuro na Libertadores, na quarta-feira (17), às 21h45, diante do Universidad Católica, proprietário da praça esportiva.

Nele, os donos da casa ostentam cinco vitórias em suas cinco últimas partidas pelo Campeonato Chileno. Pela Libertadores, acumulam um triunfo, sobre o Flamengo, e um empate, contra o San Lorenzo-ARG. O panorama é de recente invencibilidade. O último revés foi em fevereiro (2 x 3) contra o Unión Española.

No campeonato chileno, são 15 partidas como mandante, 10 triunfos, três empates e apenas duas derrotas.

Nômade

Fundada oficialmente em 1927, a Católica teve três casas diferentes, antes de se assentar no San Carlos, finalmente, em 1988.

Mais do que um estádio de futebol, a construção emerge como a mais imponente em meio ao complexo poliesportivo Raimundo Tupper: quadras de tênis, hockey, três campos de futebol auxiliares, ginásio, além da Casa Cruzada, residência dos garotos das categorias de base da equipe chilena.

Em 2015, o clube reduziu o estádio de 20 mil para 14 mil espectadores, instalando cadeiras nas arquibancadas, com o intuito de torná-lo mais amigável.

Los Cruzados

Como revela o próprio nome, a Universidad Católica tem história entrelaçada à religião.

Assim o então Arcebispo de Santiago, Crescente Errázuriz, explicou o escudo do recém-fundado clube, em 1927: o branco de fundo como símbolo da verdade e da moral imaculadas; a cruz relembrando Jesus Cristo; o azul vindo do céu de onde Deus habita; e o vermelho do sangue redentor de Jesus.

Já o apelido do clube e nome carregado até hoje por sua principal torcida organizada, Los Cruzados, também deriva de origens religiosas: a cruz azul que enfeita o escudo do time foi inspirada nos uniformes dos guerreiros das Cruzadas, movimento da Igreja Católica entre os séculos XI e XIII.

Barra Brava

Apesar do histórico religioso, a barra brava – nome designado às torcidas organizadas no restante da América do Sul – Los Cruzados guarda histórico de episódios de violência, seja entre seus próprios membros, seja com torcidas rivais e até mesmo com a polícia, como correu em 2012, no próprio San Carlos de Apoquindo: cenas de guerra entre torcedores e forças policiais, além de depredação do próprio estádio.

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