Apontado com um dos favoritos ao título estadual, com pinta de bicho-papão da temporada, o Atlético começa a disputa do Brasileirão, neste domingo às 18h10, contra o Fluminense, na Arena, em baixa e desacreditado pela torcida.
As eliminações precoces do Campeonato Paranaense e da Copa do Brasil, ambas por equipes sem expressão nacional e jogando de forma muito abaixo do que o Furacão apresentou nas últimas temporadas na Baixada, quando era praticamente insuperável jogando ao lado da sua torcida, o Atlético passou de favorito à incógnita neste Brasileirão.
O favoritismo foi conquistado com o vice-campeonato nacional em 2004 e com o segundo lugar na Libertadores da América ano passado, no entanto, a equipe sofreu várias modificações e o atual elenco mostrou várias carências que se evidenciaram nas eliminações dos dois campeonatos que disputou nesta temporada. A efêmera passagem do alemão Lothar Matthäus pela Baixada também contribuiu para agravar o mau momento técnico.
Para completar o quadro, o principal jogador do elenco atleticano se contundiu nas oitavas-de-final do Paranaense e desfalca o Atlético no início do Brasileiro. Mesma situação de Michel Bastos, que foi um dos destaques do nacional no ano passado, mas ainda não se firmou no Atlético e fica em recuperação nas primeiras rodadas.
Com Dagoberto e Michel Bastos de fora, o elenco atleticano perde bastante consistência e a qualidade diminui de forma acentuada, como foi notado nas partidas contra a Adap e o Volta Redonda. Givanildo de Oliveira comandou o Furacão apenas uma partida, no 0 a 0 que eliminou a equipe da Copa do Brasil, contra o Voltaço.
Neste domingo, o treinador quer acabar com a seqüência de quadro partidas sem vitória do Rubro-Negro. A diretoria do clube não externou o que espera do campeonato nacional, nem as metas, tampouco como o Atlético vai conquistá-las. O presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia foi procurado pela reportagem para falar sobre o Brasileirão, mas não quis dar entrevista.
Segundo Petraglia, o Atlético se pronuncia apenas em entrevistas coletivas e por meio do site oficial. Já o presidente do Conselho Gestor, João Augusto Fleury, foi procurado pela Gazeta do Povo Online, mas não foi encontrado. No entanto, no início da temporada Fleury afirmou que o Atlético iria entrar nas quatro competições desta temporada para disputar o título.
Porém, a confiança dos torcedores diminui e o clima é de preocupação entre as pessoas que freqüentam e apóiam o Rubro-Negro nas arquibancadas da Arena. Para o diretor da torcida organizada Os Fanáticos, Luciano Cezar Castilho, a equipe precisa se cuidar neste Brasileirão.
"Com esse time vamos acabar em 20º e vamos ser rebaixados. Todo ano revelam jogadores bons e vendem, os pratas da casa vão embora e não contratam jogadores a altura. Claro que não torcemos para cair para a segundona, mas com esse time está difícil", desabafou Castilho.
Sobre o atual elenco do Furacão, o dirigente afirmou que é fraco e não poupou críticas ao craque da equipe. "A torcida não bota mais fé no Dagoberto, virou pipoqueiro. O único que está jogando bem é o Ferreira, atleta que nós acreditamos. Não sei o que o Denis Marques ainda está fazendo no time, já deveria ter ido embora faz tempo. O Alan Bahia está muito mal, com esse time vamos lutar para não cair", definiu.
O Atlético começa o Brasileirão desacreditado e com uma parte da torcida incrédula, mas terá 39 rodadas para mostrar dentro de campo que a temporada 2006 pode render muitas alegrias para os torcedores, ou afirmar de vez que o ano foi um fiasco geral.
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