
Num jogo em que errou muito na marcação e teve pouca inspiração no ataque, o Atlético sofreu a primeira derrota na "era Doriva", ao perder por 3 a 0 para o Fluminense, ontem, na Arena da Baixada. O resultado escancarou um desafio ao time: encontrar alternativas de marcação e jogadas ofensivas ao enfrentar adversários mais qualificados.
A preocupação, apontada pelo próprio treinador, é entendida ao se analisar a tabela. Dos quatro times do G4, por exemplo, o Atlético só não perdeu para o Corinthians empate por 1 a 1 em São Paulo. Doriva também lamentou a forma que o resultado foi construído, com seu time facilmente dominado pelos cariocas. "Não conseguimos impor um ritmo de jogo, usar o que temos de bom que é a velocidade e a transição rápida", analisou, ao apontar três pilares para justificar a pane generalizada da equipe. "Fomos envolvidos, chegamos atrasados, tivemos dificuldades", resumiu o técnico, que encontrou sua primeira derrota no comando atleticano em três jogos vinha de vitórias sobre Flamengo e Criciúma.
Entre os atletas, a atuação foi resumida com adjetivos como "infeliz". Resumindo, uma tarde para ser esquecida pelos atleticanos, que acompanharam do lado de fora a primeira derrota do time em jogos oficiais na nova Arena da Baixada, ainda sem presença de público já que o Rubro-Negro cumpre suspensão do STJD pela briga com vascaínos no ano passado. "Foi um dia infeliz, não enquadramos o esquema e nada se encaixava", avaliou o volante Deivid.
Os erros de marcação do Rubro-Negro foram detectados logo no início do jogo, quando o Fluminense facilmente dominava a posse de bola e tocava com rapidez, confundindo a marcação atleticana. O primeiro lance certeiro saiu aos 17/1º, quando Jean arriscou um chute de longe e abriu o placar. Pouco depois, aos 32, Cícero tocou de cabeça para Sóbis, que invadiu a área e foi derrubado por Weverton, num pênalti que o goleiro quase defendeu, mas Conca saiu para o abraço. No segundo tempo, mesmo melhorando no passe, o Atlético continuou sendo uma presa fácil e sofreu o terceiro gol na cabeçada de Cícero, após cruzamento de Conca.
O revés trouxe duas consequências imediatas. Encerrou a série invicta do Furacão de sete jogos no Brasileirão com três empates e quatro vitórias e fez o time despencar na tabela, saindo da 4.ª para a 9.ª colocação.



