
Segundo turno, vida nova. O Atlético encara como um recomeço o duelo desta terça-feira (28), às 19h30, com o Joinville, na despedida do time do Gigante do Itiberê, em Paranaguá o Ecoestádio, em Curitiba, voltará a ser a casa atleticana (leia mais no box). Mesmo começando a volta final da disputa atrás dos concorrentes pelo acesso, as quatro vitórias nas últimas rodadas injetaram moral e deixaram o Furacão na iminência de retornar ao grupo de classificação para a Série A.
Para confirmar o bom momento e arrancar de vez na competição, a equipe precisa bater os catarinenses e torcer por tropeços de Goiás (5.º colocado) e São Caetano (4.º) esses dois oponentes precisam perder ou empatar. Caso tudo dê certo, o Rubro-Negro fecharia a rodada com 35 pontos e a apenas um do terceiro na classificação, justamente o adversário de hoje.
"É um campeonato novo, no qual vamos entrar com uma energia bem condensada para essa etapa, com lições bem aprendidas e, por isso, vamos estar muito mais alertas e atentos", comentou o técnico Ricardo Drubscky, que pegou o time na 10.ª posição e inicia o segundo turno em 6.ª.
Como combustível para a torcida e para os jogadores está o fato de o Atlético atravessar a melhor sequência na Série B. Os quatro triunfos consecutivos são algo inédito na campanha rubro-negra na Segundona. Apesar de ter começado bem o campeonato passou as quatro primeiras rodadas no G4 , perdeu ritmo, trocou de treinador duas vezes e só nas últimas partidas recuperou o favoritismo que o acompanhava no início.
Condição que joga a responsabilidade sobre a equipe, mas não preocupa o comandante. "Estando em uma situação difícil na tabela, a pressão pode atrapalhar. Mas, agora, com menos dificuldade, essa pressão pode ser benéfica. E é importante que sempre tenhamos esse nível de cobrança e exigência à nossa volta", reforçou Drubscky.
Além da importância para o objetivo atleticano de voltar à elite, a partida de hoje encerra um ciclo forasteiro do clube. Esse será o 9.º duelo do Furacão em Paranaguá, casa forçada devido às obras de conclusão da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. E o palco no Litoral não vem sendo dos melhores: quatro vitórias, dois empates e duas derrotas.
O que pesou mesmo contra o Rubro-Negro foi o baixo público registrado no Gigante do Itiberê. A média foi de apenas 2.544 pagantes, com direito ao pior público do ano: 922 pagantes contra o ASA.
O maior nem sequer atingiu 5 mil 4.768 na derrota para o Vitória , bem longe dos padrões usuais do clube.



