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Jogadores comemoram um dos gols do Bahia no triunfo sobre o Atlético: resultado custou o emprego a Adilson Batista | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Jogadores comemoram um dos gols do Bahia no triunfo sobre o Atlético: resultado custou o emprego a Adilson Batista| Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo
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O revés de sábado para o Bahia, o quinto em seis rodadas do Brasileiro, abriu no Atlético a caça ao quinto treinador de 2011. Por ora, sem nenhuma confirmação oficial por parte da diretoria, ganham corpo as especulações. Em um ranking extraoficial, Celso Roth e Cuca surgem como os mais cotados. À Gazeta do Povo, o diretor de futebol do clube, Alfredo Ibiapina, admitiu que o paranaense Cuca "é um nome a ser analisado", porém preferiu não entrar em detalhes, dizendo que outras opções estão sendo estudadas.

Entre elas pode estar até Diego Aguirre, vice-campeão da Libertadores pelo Peñarol, conforme publicou o diário uruguaio El País. "Não posso dizer que está descartada alguma surpresa", comentou Ibiapina, que esteve recentemente no Uruguai para fechar a contratação do atacante Santiago García, ex-Nacional.

Outro técnico que ganhou força apenas nos bastidores ainda no sábado foi o de Hélio dos Anjos, mas ele acertou com o Vila Nova-GO na tarde de ontem. "Ninguém do Atlético me procurou, não", garantiu Hélio. Ele foi convidado para assumir o Furacão em 2008 e 2010 – em ambas as ocasiões não pôde aceitar por estar empregado.

"Estamos analisando todos os nomes, não tem um que a gente prefira", afirmou Ibiapina. "Vai depender da negociação. Estamos vendo proposta, vendo o que as pessoas querem. Vamos analisar muito o projeto de trabalho de cada um deles", emendou o dirigente.

Antigo treinador

Adilson Batista chegou ao Atlético em abril com o status de treinador de primeira linha, o cara que iria pôr o Furacão no rumo. Dois meses e meio depois, porém, deixou a Baixada marcado pelo pior aproveitamento entre os quatro técnicos que passaram pelo clube em 2011 – pediu demissão após a derrota de sábado para o Bahia por 2 a 0 na Arena.

O ex-zagueiro, criado das divisões de base do Rubro-Negro, conseguiu ganhar apenas 38% dos pontos, número bem distante dos antecessores. Treinador a abrir a temporada, Sérgio Soares saiu com 50% de aproveitamento. O substituto, o interino Leandro Niehues, subiu a média para a casa dos 60%. Quem mais venceu no comando do Atlético, porém, foi mesmo Geninho. Campeão brasileiro pelo clube em 2001, o ex-goleiro acumulou oito vitórias e um empate em dez jogos – desempenho quase irretocável, de 83%.

Apesar dos números ruins, Ibiapina fez questão de defender o último comandante, apesar do retrospecto bem abaixo do esperado. "O Adilson é um grande treinador, profissional, trabalhador. Não tem explicação o trabalho não ter dado certo. É uma coisa injusta", lamentou.

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