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Brasileiro

Autonomia mantém Ney no Rubro-Negro

Técnico diz que possível ida para o Japão não depende de dinheiro

Faltando 11 dias para a data fixada entre o Atlético e Ney Franco para tratar da renovação do contrato do treinador, já é possível afirmar que dependerá do Rubro-Negro a permanência ou não do mineiro na Baixada. E quando 5 de novembro chegar, dia da reunião, nem mesmo a questão financeira deverá ser determinante para um novo acerto.

Desde que desembarcou em Curitiba, no fim de agosto, Franco deixou claro que tem uma proposta do futebol japonês para o fim do ano. Os detalhes da possível negociação – valores, clube, etc – o técnico não revela, nem mesmo o procurador que está tratando do tema, respeitando um pedido de sigilo.

"Não vou abrir nada do Japão. Já passei por experiências em que vazou na imprensa e não deu certo. O que eu posso dizer é que mostrarei os documentos das propostas para o Atlético e vamos conversar. Porém, no momento não tenho nada oficial", diz Ney Franco, que revela apenas que seu nome já foi citado no Japão ligado a uma equipe da primeira divisão do país.

Para ele, o foco atual está na busca de vitórias sobre Cruzeiro e Grêmio – próximos adversários do Furacão. "O dia que eu passei para a diretoria coincide com a definição da nossa situação no campeonato, em termos de rebaixamento ou algo mais", aponta. Sobre a renovação, Franco define assim: "A prioridade não é financeira, e sim ter autonomia de trabalho. Dinheiro se recupera lá na frente".

Como é de praxe no Atlético, o técnico acertou com salários entre R$ 50 e R$ 60 mil – valores não confirmados por ele nem pelo clube. Já no Flamengo, segundo fontes no Rio de Janeiro, Ney Franco recebia R$ 105 mil. Embora o técnico não queira abordar a questão, uma equiparação ao salário recebido na Gávea deve ser o suficiente para ele permanecer em Curitiba.

Valor que não é pago pelo Furacão. Porém, em virtude da satisfação com o trabalho do mineiro – incluindo por parte dos torcedores – a chance de continuidade existe. No entanto, da mesma forma, o Atlético não quer tratar do assunto ainda. "Vamos fazer de tudo para mantê-lo. Sem cometer loucuras, é claro", declara Alberto Maculan, diretor de futebol do clube.

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